Os ribeirão-pretanos defendem que o Estádio Santa Cruz, propriedade do Botafogo, é “o maior estádio do interior”, mesmo com o Farahzão, em Presidente Prudente, tendo uma capacidade quase 30% maior. Polêmicas à parte, o palco da final do Campeonato Paulista, entre Corínthians e Palmeiras, há 11 anos, foi liberado pelo comando do Corpo de Bombeiros de Ribeirão somente para 6 mil pessoas. O estádio comporta 48 mil torcedores. Na inauguração, cerca de 65 mil viram o “Pantera” derrotar a seleção da Romênia, por 2 a 1.
O abandono do estádio botafoguense permitiu crescer o matagal nas imediações e nas arquibancadas. O campo de jogo havia sido vetado pelos Bombeiros por questão de segurança. Após negociações, o Santa Cruz foi liberado para a partida, mas com portões fechados. Porém, ontem à tarde, houve a liberação para 6 mil pessoas.
O sucateamento dos estádios de Ribeirão Preto não se limitam ao Santa Cruz. No início do ano, o “Palma Travassos”, do Comercial, chegou a ser vetado para a Copa São Paulo de Juniores, liberado somente a dois dias do início da competição. Para a estréia na Série A-2, o estádio do Comercial foi liberado apenas para 4 mil lugares.
Dessa forma, os dois estádios de Ribeirão Preto comportam 10 mil pessoas, a mesma capacidade do “Frederico Dalmazo”, de Sertãozinho. Sozinho, o Lanchão, em Franca, pode receber 18 mil torcedores.
Em relação ao time, o técnico do Botafogo, José Galli Neto, deve manter a mesma formação que venceu a Matonense, no último domingo, em Matão, na estréia no torneio da Série A-3.
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