Um mulher de 25 anos foi flagrada pela Polícia Militar cheirando solvente dentro do Fórum “Alberto Azevedo”, anteontem à tarde, em Franca. A sapateira estava sentada em um corredor, perto do tribunal do Júri, no 2º andar, e acompanhava familiares de um amigo que passava por audiência. Conduzida à Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), a jovem foi atuada por desacato à autoridade.
O solvente usado por PV era tíner e estava em um pequeno vidro que segurava. Apesar de causar efeito alucinógeno e gerar dependência, o uso desse produto não é penalizado pela lei.
A jovem já teve passagens por assalto e furto e cumpre pena alternativa, segundo a polícia. PV assumiu ser viciada e que sempre carrega o solvente consigo.
Nas portarias de entrada do Fórum há detectores de metais para barrar armas e outros objetos que possam oferecer perigo. Mesmo assim, não é feito nenhum tipo de busca pessoal a cada visitante que chega.
A audiência do conhecido da sapateira, ASL, terminou por volta das 19h30 e nem todas as autoridades participantes tiveram conhecimento do fato. Ele era ouvido pela acusação de atentado violento ao pudor.
O promotor Cláudio Scavassini, que participou do procedimento, comentou ontem que não sabia do caso, mas ressaltou que o ato é um desrespeito “não ao Judiciário e sim à sociedade”.
Após ser ouvida na delegacia, a mulher foi liberada e responderá a inquérito policial.
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