Depois de passar mais de 40 dias longe dos três filhos recém-nascidos, Rose Cleide Severiano mudou de rotina anteontem. As crianças deixaram a UTI Pediátrica e os quatro foram integrados ao projeto Mãe Canguru. Agora, Rose cleide passa o tempo todo ao lado dos filhos.
Desenvolvido na Santa Casa desde 2002, o trabalho se propõe a aumentar o contato entre mãe e filho e com isso contribuir para agilizar a recuperação dos bebês prematuros e também a autoconfiança das mães para cuidar deles. “Estou um pouco cansada porque dar conta dos três não é tarefa muito fácil, mas feliz porque vão se recuperar mais rápido”, disse Rose cleide. Como outras pacientes, a família está hospedada em um mini-hotel montado na Santa Casa, com quarto, sala, cozinha e banheiro. Além de cuidar dos recém-nascidos, as mães recebem visitas.
Todos os dias, as crianças passam algumas horas na posição vertical, no colo da mãe, recebendo calor, ouvindo as batidas do coração e sua voz. Depois que os bebês ganham peso, terminam seu desenvolvimento presos ao corpo das mães por uma faixa, daí o nome inspirado no canguru.
Segundo especialistas, o trabalho de humanização desenvolvido é econômico e tem resultados importantes. As mulheres ficam mais confiantes e os recém-nascidos, menos estressados. Como Rose cleide não tem leite, o alimento deve continuar chegando do Banco de Leite da Santa Casa. É a forma de os trigêmeos engordarem, receberem alta e então conhecer os irmãos mais velhos.
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