Procurado pela reportagem do Comércio, o proprietário do terreno, Vicente Carlos Garcia, nega ter abandonado o imóvel. “Depois que os últimos moradores saíram, removi telhas do quintal e passei a fazer cortes de grama”, garante. Garcia disse ainda que os problemas de goteiras e infiltrações existentes na edícula e o risco de inundações em dias de chuva o impedem de alugar o imóvel. Ele ainda não tem certeza sobre qual destino dará à propriedade, adquirida há seis anos. “Não acredito que demolir seja a saída. Talvez, a desapropriação”.
O secretário municipal de Urbanismo e Serviços Municipais, Wilson Teixeira, pensa da mesma forma. Ontem à tarde, em visita ao terreno para fazer um laudo, Teixeira disse que encaminhará ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB) até esta sexta-feira pedido de desapropriação do imóvel. “Precisamos desapropriar para facilitar a passagem das galerias de águas pluviais”, explica. Esse não é o único imóvel situado na Rua Teresina a preocupar seus moradores.
A apreensão devido aos alagamentos se espalha entre os moradores dos outros imóveis. Na residência do vendedor José Antônio Marques, as chuvas também vêm deixando marcas. Basta observar paredes da cozinha e dos cômodos, todas com a pintura mofada.
Marques ressalta que, com as últimas chuvas, têm ocorrido rachaduras nas paredes e trincas nos pisos. “Precisamos de ações efetivas com urgência, senão as casas dessa rua irão ao chão”.
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