Promotor pede interdição da cadeia do Guanabara


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Edson Arantes da Redação O promotor Joaquim Rodrigues de Rezende Neto protocolou ação, ontem, na Vara de Execuções Criminais, pedindo a interdição parcial da cadeia do Jardim Guanabara. A decisão, motivada em razão da superlotação e má condição do prédio, ganhou força após publicação do Comércio mostrando que o presídio superou o número de 500 presos. Também pesou na decisão a tentativa de fuga ocorrida domingo quando 13 celas tiveram os cadeados estourados. Na ação, o promotor solicita a transferência dos cerca de 200 presos já condenados dentro de 15 dias e a remoção imediata dos 65 detentos de Batatais para cadeias da região. Se o número de presos provisórios ainda assim superar a capacidade aceitável de 216 detentos, o excedente também deve ser transferido nessas duas semanas. “O governo pouco tem feito para amenizar o problema. A situação na cadeia está insustentável e a segurança pública na cidade corre riscos. A qualquer momento, presos ou funcionários podem morrer no local. A tensão é grande e algo precisa ser feito com urgência”. Na opinião de Joaquim Rezende, a cadeia de Franca recebeu o “golpe final” ao herdar os presos de Batatais. Na ação, fez críticas ao ex-delegado seccional, Luiz Carlos da Silva, por não ter distribuído os referidos detentos em presídios da região e por não determinar aos carcereiros daquela cidade que viessem trabalhar em Franca. O pedido de interdição será analisado pelo juiz corregedor de presídios, José Rodrigues de Arimatea. Segundo o diretor de serviços do Fórum, Douglas Quintanilha, Arimatea passou a quinta-feira em São Paulo e não foi encontrado para comentar o assunto.

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