Decreto é passo atrás do prefeito em polêmica


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O novo decreto que modifica as diretrizes da carga horária dos funcionários municipais da saúde é só mais um capítulo da novela que começou há bem mais tempo. O problema tem praticamente um ano de história e as alterações que passaram a vigorar desde ontem são apenas um sinal de que a os médicos levaram a melhor nesta queda de braço. Desde o início da administração Sidnei Franco da Rocha (PSDB), o assunto é polêmico. A intenção de fazer os servidores da saúde cumprirem integralmente sua jornada foi anunciada formalmente em 31 de janeiro de 2005. Na ocasião, Eduardo Sandoval, secretário municipal de Saúde, convocou os funcionários para uma reunião na Câmara Municipal. Aqueles que compareceram nem esperaram Sandoval terminar seu discurso anunciando as mudanças, viraram as costas e se retiraram. Deixaram Eduardo Sandoval, literalmente, falando sozinho. Para os médicos, a administração deveria tê-los consultado e feito uma discussão prévia antes de decidir. Mas o protesto – que marcou o início de um processo de desgaste que reduziu a capacidade de ação de Sandoval e acabou por transformá-lo em figura meramente decorativa, com as funções de comando da estrutura de saúde exercidas de fato pelo Coronel Davi – não foi suficiente para impedir que as medidas passassem a vigorar a partir de 14 de fevereiro de 2005. A princípio, a maioria dos pacientes que procuraram o atendimento nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) teve que voltar para casa sem conseguir marcar uma consulta. Foi um momento caótico. Médicos alegavam então que o impedimento se baseava na limitação do número de atendimentos fixada em 16 pacientes por médico/dia. E é justamente essa limitação que reduziu o número de consultas e levou o caos às UBS. Agora, quase 12 meses depois, o decreto publicado ontem no Comércio da Franca dá mostras de que Sidnei voltará atrás em relação a suas intenções iniciais e cederá à pressão dos servidores. E que as convicções dos médicos com relação à sua capacidade de trabalho estão bem mais flexíveis do que há um ano.

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