Encarregado de coordenar o encontro com os representantes do Carrefour que vieram de São Paulo e Ribeirão Preto ontem de manhã, o vice-prefeito de Franca, Ary Balieiro (foto), saiu da reunião otimista. Entre os assuntos discutidos, segundo ele - a imprensa não pôde acompanhar a reunião -, estavam números da economia de Franca, a renda per capita do município e a área de influência regional, o que teria agradado aos representantes da empresa francesa.
Na opinião de Balieiro, as análises dos engenheiros da empresa são válidas e necessárias, quando se trata de realizar uma obra do porte que se pretende em Franca. “São grupos que vivem do lucro e precisam pesar a relação entre custo e benefícios de seus projetos”, disse.
De acordo com ele, não haverá grandes contrapartidas da prefeitura, que, mesmo sem Wal-Mart e Carrefour, já planejava realizar melhorias de infraestrutura na região.
Ao falar sobre as vantagens para a cidade, o vice-prefeito mudou até o jeito de falar, melhorando sua postura na poltrona em que estava sentado. “Ora, os benefícios são muito grandes”, disse. “Entre escolher Wal- Mart e Carrefour, prefiro que venham os dois”, brincou. “Quem sai ganhando é a cidade”.
Ontem à tarde, por telefone, o diretor do Grupo Amazonas, proprietário do terreno adquirido pelo Carrefour, Saulo Pucci, disse que não estranha o comportamento do grupo francês, com o qual negocia há dez meses, em comparação ao americano Wal-Mart, atribuindo à empresa européia a postura de anunciar o empreendimento apenas depois que ele estivesse pronto e definido. A diferença entre as duas maiores corporações mundiais de varejo, em sua opinião, está na forma de tornar públicos seus projetos, em que contrasta o alarde dos americanos com a discrição dos franceses.
Para ele, o interesse do Wal-Mart veio após o Carrefour começar seus trabalhos de prospecção na cidade, que, aliás, já estariam adiantados. De acordo com Pucci, a empresa Cabeza e Sastre já teria realizado vários levantamentos técnicos na área em que será construída a loja. Tradicionalmente, a Cabeza e Sastre, com sede em São Paulo e filiais em três países, adquire o terreno, ergue a unidade e a vende para o grupo francês.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.