Nelise Luques
da Redação
A Avenida Cézar Martins Pirajá é curta se comparada às outras de Franca. Com seus dois quilômetros, serve apenas um bairro, o Jardim Aeroporto III, na região Sul da cidade. Como um coração, absorve o setor comercial do bairro e predomina como endereço escolhido por moradores da própria região para montarem seus negócios e dali tirarem seu sustento.
Com movimentação de veículos mais calma do que a normalmente vista em avenidas, a via permite até mesmo passeios a cavalo, voltas de crianças com bicicleta ou com skate na contramão e corridas dos meninos puxando a linha da pipa. Ao longo de subidas e descidas, concentra mais de 50 estabelecimentos comerciais, quatro igrejas, quatro pontos de ônibus, cômodos desocupados, casas e terrenos vagos.
Os primeiros quarteirões de uma das extremidades ainda não receberam imóveis, os lotes estão com mato alto e possuem atalhos para pedestres encurtarem o caminho e um campo de futebol de terra batida. O trecho é um dos poucos com as ruas dos dois lados sem buracos. Os transeuntes são obrigados a circular pelas ruas porque não há calçadas. Na outra ponta, existem mais casas.
MAIS ATENÇÃO
Quem tem como endereço o coração do Aeroporto III gosta do local, mas tem na ponta da língua as reivindicações para viver em um ambiente melhor. Insegurança, mato alto - que toma conta dos terrenos e canteiro no meio das pistas - e os buracos pelo asfalto são os maiores inimigos da comunidade.
O dono de uma banca de sapatos, Valdir da Silva, mora no Aeroporto III há oito anos. Ele é um dos que gostam da região, mas acha que o lugar precisa ser mais valorizado e receber melhorias. “Temos bons pontos comerciais, mas as grandes redes só se instalam em outros lugares. Eu e o vizinho que capinamos o mato do canteiro central da avenida. Os buracos, principalmente lá embaixo, complicam a vida dos motoristas. Aqui tem muita gente, mas estamos muito esquecidos”.
A população estimada do complexo Jardins Aeroporto I, II, III e IV, Aviação, Primavera e Parque Universitário é de 51 mil moradores. O Arquivo Histórico Municipal não possui registros sobre o homenageado Cézar Martins Pirajá.
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