Setor comercial absorve moradores


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O setor comercial dos bairros tende a se concentrar nas avenidas principais. A maioria dos proprietários é de moradores da própria região. Andréia Marangoni Silva, 33, dona do Mini Mercado Marangoni, é um dos exemplos da preferência de se morar e trabalhar no mesmo local. Na Avenida Cézar Martins Pirajá, a mercearia ocupou, em dez anos, dois endereços. “O ponto é bom. É claro que as redes maiores atrapalham um pouco, mas não é ruim e não tenho do que reclamar. Moro aqui perto do serviço e isso facilita”. Ela e marido trabalham mais de 90 horas por semana. São 14 horas diárias de segunda a sábado e outras sete horas aos domingos. O lucro das vendas de pães, carnes, latarias, cosméticos, bebidas e outras mercadorias, permitiu que o casal comprasse uma casa, uma moto e construísse o cômodo para montar o mercado (ponto atual). Fizeram uma edícula nos fundos onde o funcionário mora e aproveita para fazer a segurança do local. “É uma troca”, disse Andréia. A trajetória do Supermercado VN também começou na avenida do Jardim Aeroporto III e o local está em atividade há mais de uma década. A empresa atende em espaço amplo, com oito balcões operadores de caixa e 45 funcionários. “Apostamos no bom atendimento e preço bom como diferenciais”, disse a proprietária, Vanessa Andrade de Paula. Nos dois quilômetros da avenida, existem pelo menos quatro mercados.

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