Uma manhã escoltados pela PM


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Terça-feira, 31 de janeiro, 11h30. Dia de fazer a nona reportagem para a série especial de Temas do Dia sobre as avenidas de Franca. Duzzek Alves foi o fotógrafo pautado para me acompanhar. Percorremos toda a Avenida Cézar Martins Pirajá, no Aeroporto III, para medir a quilometragem e saber o que encontraríamos pelo caminho. No fim da rua, Duzzek estacionou o carro adesivado com os logos do Comércio da Franca e da rádio Difusora para fazer as fotos do local. Enquanto isso, fui conversar com uma turma de moradores sentados na calçada. Agachada para entrevistar uma das moradoras, fui interrompida pelo fotógrafo, avisando que “a situação estava pesada ali”, que precisávamos de cobertura, porque alguns moradores não gostaram da nossa presença e disseram que pegaria a máquina fotográfica se não saíssemos dali. Entramos no carro e Duzzek pediu “socorro” para o editor de fotografia, Tiago Brandão, que estava na Redação do Comércio. Para garantir nossa segurança, Tiago acionou a PM para nos ajudar. Que medo. Subimos a avenida para ver se a situação havia esfriado e para entrevistar outras pessoas. Conversando com alguns moradores, a viatura da PM com dois policiais parou na rua. Eles nos perguntaram qual era o problema e avisaram que enquanto não tivessem que atender ocorrência, poderiam acompanhar nosso trabalho. É. Vida de repórter não é fácil mesmo. Voltamos ao “ponto problemático” para terminar a matéria e fazer as fotos. Dessa vez, protegidos. No meio do caminho, olhei pelo retrovisor e lá estavam nossos seguranças, com o camburão logo atrás do carro do jornal. Confesso que essa visão me aliviou. Mas, nesse dia, não houve escapatória, viramos a atração do Aeroporto III. Os policiais fizeram até boletim de ocorrência. A viatura precisou se deslocar para uma ocorrência e nos deixou lá. O fotógrafo continuou preocupado, segundo ele, comigo. Minutos depois, sem querer, passei mais um susto nele. Terminei de conversar com a dona de um supermercado, saí e fiquei na calçada para não aparecer na foto - o que, aliás, sempre acontece. De repente, ele saiu com pressa do local, olhando para os lados, em todas as direções até, para tranqüilidade dele, me avistar. “Cadê você? Que susto”, disse. Voltamos para o jornal e, até contar para todo mundo, rimos muito. O resultado da reportagem, vocês podem conferir nessas duas páginas. Agora tenho que aguardar a próxima aventura dessa vida de jornalista, que amo, diga-se de passagem.

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