‘Pague R$ 1 e leve quatro espigas de milho fresquinhas’


| Tempo de leitura: 1 min
Um dos rostos encontrados num dos quarteirões da Avenida Cézar Martins Pirajá é o da comerciante Sebastiana Dalva Costa, 62. Ela fica sentada na cadeira com o Escort chumbo do filho estacionado ao lado, um galão de água e dois seguranças: Beethoven e Xuxa, os cães de estimação dela, que correm atrás do carro e a “escoltam” enquanto vende espigas de milho e palmito. Feirante há 40 anos, vende melhor na feira livre às quartas, quintas, sábados e domingos, mas quando está bem, menos cansada, sem dores nas pernas e com a pressão arterial controlada, monta bancada na calçada da avenida, aos fundos da Escola Estadual “Sérgio Leça”. “Tenho artrose no corpo todo e problemas na coluna, venho por necessidade”, faz questão de dizer. As palhas das espigas são retiradas na hora. Os clientes preferem o milho descascado na hora “porque fica mais fresquinho”. Como a clientela está acima de tudo, a comerciante o faz, “sem problemas”. Quatro espigas são vendidas por R$ 1 e Sebastiana consegue entre R$ 200 e R$ 300 por mês com a venda. A renda é usada para pagar as contas de água e de energia, as consultas médicas e também comprar remédios e alimentos. “Moro aqui perto e aproveito a sombra das árvores e o movimento na avenida para aumentar o que tiro no mês”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários