Não chega a ser como nas favelas do Rio de Janeiro, mas alguns traficantes tentaram fechar as portas de um bar, no Jardim Dermínio. O grupo ameaçou atear fogo no estabelecimento de uma comerciante de 41 anos, caso ela o mantivesse funcionando. Também a juraram de morte.
O desentendimento aconteceu, segundo a vítima, porque ela proibiu a colocação de cadeiras na calçada. No domingo, por volta das 21 horas, duas pessoas quebraram parte do balcão, garrafas e jogaram cadeiras de plástico para o alto. Ao menos, nenhuma ficou quebrada.
Os homens que ameaçaram a mulher estavam freqüentando o bar desde dezembro. No dia 23 houve um desentendimento entre eles e a proprietária, mas o caso foi resolvido. Depois de quebrarem parte do bar, no começo da semana, a comerciante passou a trabalhar com dois seguranças. Segundo ela, a Polícia Militar demorou cerca de duas horas para atender ao seu chamado. Com o boletim de ocorrência produzido, a investigação agora será conduzida pelo 2º DP. “Não dá para viver desse jeito (com medo). Eu abri um negócio próprio para poder ter liberdade, não ter ninguém mandando em mim”, lamentou.
A mulher tem dois filhos, um de 21 e outro de 13 anos, e teme pela segurança deles. Segundo ela, as rondas da polícia estão mais freqüentes na região depois de pedir ajuda, mas ninguém foi preso até a tarde de ontem. Mesmo com a ordem do grupo, a comerciante continua abrindo o bar. “É com isso que ganho meu dinheiro. Só quero paz e poder trabalhar”. (RC)
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