Quem gosta de queijo deve tomar cuidado ao comprar o produto em Franca, pois pode estar sendo enganado. Ontem, agentes da Vigilância Sanitária Municipal (Visam) apreenderam cerca de três toneladas do alimento em uma fábrica clandestina no Jardim Zelinda. E o pior: foram encontrados também rótulos falsos que seriam usados para fraudar a fiscalização. Tamanha quantidade do produto e os rótulos falsos levaram os técnicos da Visam e a polícia a crer que o queijo clandestino era distribuído em todo o comércio da cidade e região.
De acordo com o gerente de Serviço da Vigilância Sanitária Municipal, Fernando Luiz Baldochi, nada pode ser descartado. “Já soubemos de vendas desses produtos até em Ribeirão Preto”, disse.
Por não ter registro no Ministério da Agricultura, o proprietário da empresa, GST, deverá responder a processo administrativo na Vigilância Sanitária, que poderá acarretar em multa de R$ 140 a R$ 1.250 milhão.
A APREENSÃO
A Vigilância Sanitária chegou à fábrica, que fica em um sítio no Jardim Zelinda, após denúncias feitas nos últimos dois meses. A mercadoria estava pronta para ser comercializada e sem nota fiscal.
Apesar de localizado na zona urbana, o sítio está em local cercado por mato e sem pavimentação. O chão é de terra e o galpão onde eram produzidos queijos dos tipos provolone, mussarela, minas, parmesão e ricota tem estrutura precária. A produção era conservada em pequenos e inadequados freezers.
Fernando Baldochi explicou que não é possível comprovar se o produto estava ou não bom para o consumo, já que não foram encontrados número do lote nem data de fabricação nas embalagens. Dessa forma, os testes para se verificar o padrão de qualidade teriam de ser feitos em todas as peças, o que não é possível. Por isso, tudo foi apreendido, declarado impróprio para o consumo e será destruído. O sítio não foi lacrado, mas a fabricação de queijo está proibida, de acordo com Baldochi. Ele disse que equipes de fiscalização vão monitorar o local com visitas periódicas para que a ordem não seja desrespeitada.
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