Franca ainda corre risco de ficar sem carnaval de rua


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Pelo terceiro dia consecutivo, a Prefeitura de Franca não definiu se haverá ou não Carnaval de rua neste ano. Por meio de sua assessoria de imprensa, informou ontem que a documentação entregue pelas escolas de samba na última segunda-feira, necessária para o repasse de recursos públicos, segue em análise nos departamentos jurídico e contábil. A reportagem do Comércio tentou, durante todo o dia, entrar em contato com Reginaldo Emídio, presidente da Feac (Fundação de Esporte, Arte e Cultura), órgão responsável pela organização da festa. Não obteve sucesso. Até o momento, quatro das oito agremiações da cidade estão com os documentos em dia: Império da Vila Formosa, Imperatriz da Zona Sul, Pavão de Ouro e Pérola Negra. Segundo o procurador-chefe do município, Joviano Mendes da Silva, no termo de compromisso assinado pelos representantes das escolas na Procuradoria Jurídica, no dia 25, o Carnaval ocorrerá somente se cinco escolas estiverem regularizadas. Nesse caso, as verbas de R$ 14 mil para cada uma das quatro escolas do Grupo A, e de R$ 20 mil às demais, do Grupo Especial, deixariam de ser liberadas. Seriam repassados R$ 20 mil às cinco participantes. “Os valores correspondentes às agremiações excluídas não serão rateados entre quem participar, permanecendo nos cofres públicos”. EXIGÊNCIAS Em nota oficial, a prefeitura de Franca informa que vem solicitando a entrega da documentação desde fevereiro do ano passado. Entre as exigências, estão apresentação da ata de fundação da escola, estatuto social, o cartão de CNPJ, endereços e telefones. Caso Franca não realize desfiles de rua, restará aos foliões invadir as cidades da região para acompanhar as escolas de samba. Sacramento e Cássia, ambas em Minas Gerais, e Batatais estão nos preparativos finais para seus respectivos desfiles.

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