Carrefour faz reunião a portas fechadas


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Wal-Mart e Carrefour. Duas potências mundiais. Dois gigantes. Dois faturamentos bilionários (a previsão de receita das redes no Brasil em 2006 é de R$ 11 bilhões para o Wal-Mart e R$ 13 bilhões para o Carrefour). Dois estilos radicalmente diferentes de planejar e executar a expansão. O americano Wal-Mart anunciou sua chegada a Franca com absoluta clareza e apresentou, sem fazer mistério, detalhes do projeto. O grupo francês adota caminho alternativo, com muitas reuniões e negociações secretas, cujos detalhes são desconhecidos e os impactos, impossíveis de serem medidos ou projetados. Apesar de terem conseguido, com a ajuda do prefeito Sidnei Rocha, a aprovação de uma lei na Câmara Municipal que os beneficia, autorizando a instalação de postos de gasolina num perímetro inferior ao que estabelecia a legislação anterior, já que seu projeto para a loja de Franca contaria com um posto, a rede francesa ainda não confirmou oficialmente se vai mesmo abrir uma loja na cidade. O gabinete do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) sedia hoje, às 11 horas, mais um desses encontros secretos do Carrefour. A reunião é cercada de mistérios. O chefe de gabinete, José Paschoal, foi irônico. Recomendou à reportagem “esperteza” para descobrir quem seriam os visitantes e limitou-se a confirmar data, local e horário da reunião. A assessoria da rede de hipermercados também não ajudou muito. Limitou-se a informar que dois executivos estarão na cidade para conversar com o prefeito e seu vice, Ary Balieiro: Ives Louski-Pane, da área de expansão, e Mateus de Andrade, diretor regional do Carrefour/Ribeirão Preto. Talvez participem da visita de cortesia (como a assessoria do Carrefour classifica o encontro) representantes da Incorporadora Cabeza Sastre (Hiperplan), normalmente responsável pela construção dos imóveis onde são instaladas as lojas. As assessorias já avisaram que o encontro será fechado. Não estão previstas entrevistas e o conteúdo tratado no encontro também ficará em sigilo. Se o negócio vier a ser concretizado, o grupo francês deverá se instalar a poucos metros do Wal-Mart, próximo ao Posto Galo Branco. Os tamanhos das lojas são semelhantes. As diferenças serão a quantidade de funcionários, maior na loja dos franceses, e o volume de recursos investidos no projeto, duas vezes mais expressivo no caso dos responsáveis pela marca americana.

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