É uma vergonha o uso do poder público para beneficiar a si mesmo e ao partido, como forma de se perpetuar no poder. A função pública deveria ter como objetivo o interesse geral. Depois ainda dizem que o Brasil é um País democrático. Pura balela.
Quanto aos escândalos, temos plena convicção de que a maioria é abafada, pagam-se propinas a políticos para falsas licitações, ou seja, nada mais é que um jogo de cartas marcadas, um esquema montado para o financiamento de partidos. Os últimos acontecimentos deixam claro que sempre haverá interferência política.
A magistratura participa indiretamente, recebendo dossiês da polícia e das CPIs. Por outro lado, as CPIs estão condicionadas à lógica dos partidos, e a Polícia Federal é subordinada ao governo, por isso não funciona.
O Ministério Público, por outro lado, é independente, no entanto deveria ter o poder de investigar diretamente.
Sempre existiu, não é novidade, o tal caixa 2, por isso a importância de se ter acesso irrestrito às informações bancárias, e temos plena convicção de que a corrupção é muito difusa. Mas como mudar esse cenário?
A meu ver, seria uma mudança pedagógica. A transformação passa pela educação, pelo desenvolvimento de uma geração mais ética. É preciso mudar radicalmente o caráter dos futuros políticos, sejam eles de esquerda ou de direita.
Os atuais políticos não têm cura, já fizeram faculdade para a maracutaia, já são verdadeiros ratos, cobras criadas.
A mudança se faz a longo prazo e, claro, se inicia na pré-escola, embasada na ética.
Ana Célia de Freitas
é educadora e atua na área de Educação Infantil
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