Estatísticas comprovam aumento vertiginoso da violência em Franca


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Dois mil e cinco é um ano a ser esquecido pela polícia de Franca. A violência explodiu durante os últimos 12 meses e praticamente todas as modalidades de crime cresceram na cidade. A constatação é da própria Secretaria de Segurança Pública que acaba de divulgar o balanço oficial das ocorrências registradas em todo o Estado durante o ano passado. Os dados confirmam o teor das reportagens publicadas pelo Comércio ao longo do ano e ratificam o que milhares de francanos sentiram na própria pele: nunca se roubou e furtou tanto na cidade: os casos de furto, aqueles em que os bens das vítimas são levados sem uso de força ou de armas, foram os mais comuns. De 6.827 em 2004, saltaram para 7.377 no passado, um crescimento de 8%. A média foi de 20.4 ocorrências do tipo por dia. Os casos de roubo aumentaram 24%. De 593, pularam para 740. Exatos 614 veículos foram furtados ou roubados das ruas da cidade no período, contra 530 do ano anterior. “Tivemos alguns meses conturbados em 2005, como foram os casos de janeiro, fevereiro e agosto, em que as ocorrências cresceram muito e que refletiram em todo a estatística. Nos demais meses do segundo semestre, começamos a verificar uma queda acentuada em função de operações estratégicas que realizamos”, comentou o delegado Daniel Paulo Radaelli, responsável pelo Setor de Inteligência da Polícia Civil. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, os casos de homicídios foram os únicos a apresentar redução em Franca em 2005: de 29, caíram para 22. Os números, porém, não são os reais. A polícia “esqueceu” cinco mortes. Na verdade, 27 pessoas foram assassinadas em Franca no ano passado. Não constam das estatísticas três óbitos verificados em latrocínio (roubo seguido de morte). Nas duas ocorrências de duplo homicídio do ano, quatro pessoas morreram, mas apenas duas mortes foram contabilizadas. A divergência é fácil de explicar: o número de registros lançados no quadro estatístico refere-se apenas à quantidade de Boletins de Ocorrência elaborados e não ao de vítimas envolvidas. O método é adotado em todo o Estado e os críticos dizem ser uma forma de maquear os dados para apresentar uma queda no número de ocorrências.

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