Ameaçado, ‘Homem aranha’ é transferido


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Transferido por sofrer ameaças de outros presos, Evanildo Domingos, 34, o “Homem Aranha”, agora habita a cela do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto. Ele deve ficar detido nessa unidade até julgamento. Os presos envolvidos em crimes sexuais sofrem discriminação de detentos acusados de outros tipos de delitos e, por isso, são mantidos isolados. Domingos já esteve na cadeia pública do Jardim Guanabara, na de Itirapuã e em Pedregulho. “Ele pediu transferência porque sofria ameaças de outros presos e acreditava correr risco (de morte)”, disse o promotor da 1ª Vara Criminal, que acompanha duas acusações contra o “Homem Aranha”, Paulo Alvarenga. Evanildo Domingos tem dois processos tramitando na Justiça e um deles foi relatado ao juiz da 1ª Vara Criminal, Wagner Carvalho Lima, na semana passada. O inquérito que trata dos crimes de estupro, atentado violento ao pudor e roubo relatado ao juiz refere-se a delitos cometidos em 2001. Uma das provas contra o acusado, considerada “forte” pela promotoria e pela polícia, é um exame de DNA. Além desse processo, outros dois tramitam na Justiça local. Nos depoimentos à polícia, ele assumiu não só o caso onde há a prova do material genético (são quatro) bem como outros 29. Entre eles, até mesmo o estupro atribuído a outro acusado já condenado, Célio Ernande Pereira. Em juízo, o acusado negou autoria do estupro do qual ele irá responder em breve. “A gente analisa o conjunto das provas. As testemunhas, além da palavra da vítima que é muito importante”, disse o promotor. Na avaliação de Paulo Alvarenga, o material genético fornecido pelo réu, comparado aos indícios encontrados no dia do crime, em 2001, aumenta a probabilidade de se confirmar as investigações. O escritório do advogado de defesa de Evanildo, Rubens Calil, foi contato pelo Comércio. Contudo, ele não retornou às ligações.

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