Edson Arantes
da Redação
Outro policial militar do 15º Batalhão, sediado em Franca, foi alvo de atentado ontem. Pessoas ainda não identificadas dispararam várias vezes contra a casa do tenente Waltercir. Além dos disparos, também deixaram um recado ameaçador diante do portão da residência. Não se sabe os motivos do ataque. A ocorrência foi mantida sob sigilo e motivou até uma reunião entre a elite da Polícia Civil ontem à tarde, a qual é a responsável pela investigação. Na sexta-feira, um soldado da PM foi baleado em São Joaquim da Barra e continua internado.
O atentado de ontem ocorreu por volta das 2 horas na Vila Aparecida. Dois indivíduos passaram diante da residência do policial e efetuaram seis tiros. Os disparos atingiram o portão e o veículo do tenente. Ninguém se feriu. Mais assustador foi o bilhete escrito com letras de revistas e deixado no local pelos autores: “o próximo será na sua cara, gambé”.
A motivação do crime ainda é desconhecida. O caso será investigado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e os responsáveis pela apuração pretendem primeiro conversar com a vítima para definir uma linha a ser seguida. “Levaremos em conta todas as hipóteses, pois qualquer desafeto do policial pode ter envolvimento na ocorrência”, disse, em tom enigmático, o delegado Eduardo Lopes Bonfim.
Foi o segundo atentado contra um policial de Franca em apenas quatro dias. Na tarde de sexta-feira, o soldado Aguinaldo foi baleado por desconhecidos quando caminhava em direção à sua casa. Ele passava pelo pontilhão da Rodovia Anhangüera, em São Joaquim da Barra quando foi atingido. Com um ferimento no tórax, perto do ombro, foi internado e teve que passar por uma cirurgia de drenagem.
Apesar da sucessão de ataques, o major João Paulo Macedo Brandão Júnior, comandante do 15º Batalhão, não acredita em atentados direcionados à corporação, a exemplo dos que ocorreram em São Paulo. “Os fatos aconteceram em cidades e de formas diferentes. O caso de hoje (ontem) pode ser desdobramento de alguma ocorrência”.
O delegado seccional Maury de Camargo tem opinião semelhante. “Não foi um ato contra a instituição e, sim, direcionado ao policial. Os indícios apontam para questões pessoais”. O tenente em questão é comandante de força patrulha e atua na fiscalização e apoio de policiais durante turnos de serviço.
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