Café da manhã mais caro


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Wildnei Teodoro da Redação Pão, café, leite. O custo do café-da-manhã dos moradores de Franca e região deve ficar mais alto nos próximos meses. Como nem todos os aumentos serão repassados imediatamente, não é possível calcular de maneira exata o impacto no bolso do consumidor, mas uma coisa é certa: o café da manhã vai ficar mais caro. O preço da farinha de trigo, principal componente do pãozinho, já subiu. Os panificadores que desembolsavam, em média, R$ 21 pelo saco com 25 quilos, hoje pagam R$ 25. O vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de Franca e Região, Augustinho Juliati, diz que o aumento de 16% não foi repassado ao consumidor. A orientação do sindicato a seus associados será a de não aumentar o preço do pãozinho no varejo. “Se não houver novos aumentos, seguramos o reajuste”. O pãozinho em Franca é vendido hoje por preços que variam de R$ 0,15 a R$ 0,25 centavos. No caso do leite, não teve jeito. O aumento já chegou às prateleiras dos supermercados e padarias da cidade. O litro do tipo longa-vida, encontrado até pouco tempo no varejo por R$ 0,90, hoje custa R$ 1. De acordo com Marcelo Avelar, superintendente da Coonai (Cooperativa Nacional Agroindustrial), o aumento médio foi de 15%. “E não deve parar por aí”. Laércio Barbosa, diretor comercial da Laticínios Jussara, confirma a tendência de alta. “O aumento pode chegar até a 40%. No ano passado, os preços se aproximaram dos de 2003 (quando o litro chegou a ser vendido por R$ 0,85). Por isso, a retomada tem tudo para ser alta”. Se as projeções de Laércio se confirmarem, o litro de leite pode chegar a R$ 1,30. CAFÉ AMARGO O item que completa o trio primordial das manhãs, o cafezinho, também já está mais caro para o consumidor. Élcio Elias, dono do Café Globo, um dos mais tradicionais da cidade, na Praça Barão, diz que já foi informado pelos principais fornecedores que o preço do café será reajustado na próxima semana. A xícara do produto em seu estabelecimento já passou, há poucos dias, de R$ 1,20 para R$ 1,30. O aumento, segundo Élcio, foi para compensar uma “defasagem” no preço que praticava. Agora, com a perspectiva de aumento dos fornecedores, ele diz que se esforçará para não aumentar mais. Para quem não abre mão de um cafezinho todas as manhãs numa das tradicionais padarias da cidade, como o gerente de loja Jairo Carneiro, o aumento de preços incomoda. Carneiro faz sua refeição matinal sempre em padarias ou cafés e gasta em média R$ 100 por mês. Irônico, disse que chegou a pensar em preparar seu café em casa. A outra alternativa seria reduzir a frequência. “Talvez o jeito seja passar a tomar café dia sim, dia não”.

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