“Proposta menos exacerbada”. É o que espera Jorge Félix Donadelli na reunião de hoje, entre o Sindifran (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), do qual é presidente, e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados e Vestuário de Franca e Região. O encontro, às 9 horas, na sede do Ministério do Trabalho, dá prosseguimento às negociações do dissídio salarial dos sapateiros.
Segundo Donadelli, foi realizada uma reunião entre os empresários filiados ao Sindicato da Indústria e muitos disseram não ter condições de arcar com os gastos decorrentes da proposta feita pelos sapateiros, que pedem um reajuste de 16% - o que elevaria o salário base da categoria de R$ 420 para R$ 487,20. Por isso, o sindicalista disse aguardar que o sindicato dos empregados faça uma nova oferta em condições aceitáveis.
Donadelli adiantou que uma contra-proposta não será apresentada hoje e que a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40, pleiteada pelos trabalhadores, está descartada.
Para Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros, “as negociações propriamente ditas começam hoje”.
Ele disse que aguarda apenas um posicionamento mais claro dos patrões. Paulo esclareceu que, dos 77 pontos constantes na proposta de acordo apresentada pelo seu sindicato, 52 já estão acertados entre as partes. São cláusulas mantidas do acordo do ano passado.
PRORROGAÇÃO
Como o prazo final das negociações vence hoje, o Sindicato dos Sapateiros solicitou prorrogação por 30 dias, anteontem, no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas. Segundo Paulo Afonso, uma resposta deve ser dada em no máximo 15 dias. A prorrogação vale a partir da data do pronunciamento do Tribunal.
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