A BEM DA VERDADE


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Lendo no Comércio da Franca a reportagem sobre a contratação de um jogador americano para o time de Franca, preterido em razão de haver sido suspenso na Argentina pelo uso de drogas, fiquei feliz pela posição tomada pelo meu amigo e técnico da equipe Hélio Rubens em defesa do referido atleta, alegando que todas as criaturas têm direito a novas oportunidades. Penso da mesma maneira, e esta é uma atitude cristã, digna de elogios. Na mesma reportagem, porém, o meu amigo não foi feliz ao comparar o episódio e fazer paralelo com o Tato Lopez, afirmando o uso de drogas pelo referido atleta, que tantas alegrias e vitórias trouxe para o time e a torcida de Franca, e que o mesmo foi dispensado do clube por outros motivos. A bem da verdade, sem entrar no mérito se o Tato Lopez usava ou não drogas, a realidade é que este atleta nunca foi dispensado por nenhum clube em que jogou, nem suspenso por nenhuma federação dos países onde atuou, e jogou em vários países, e também nunca foi condenado pela Justiça por consumo de drogas. Assim sendo, penso que é leviano acusar sem provas cabais, falar por ouvir dizer. Acho que houve um deslize por parte do meu amigo Hélio, talvez em razão do tempo, 17 anos se passaram. Lembro também que o Tato não foi dispensado pela Associação Francana de Basquete e, sim, pediu que fosse liberado do seu contrato com o clube e que o mesmo fosse rescindido, pois ele não se sentia mais em condições de conviver com alguns participantes do grupo com lealdade. Ressalto que no caso da dispensa por parte do clube, como queriam alguns diretores, a Francana teria que arcar com o pagamento dos meses restantes do contrato, que não era pouco, e o atleta abriu mão dos seus direitos pedindo o seu desligamento imediato. Apenas para lembrar: foi em razão de um desentendimento entre ele e o Guerrinha, fato até hoje mal explicado, pois foi ouvida apenas uma das partes, o Guerra, que a diretoria da época optou pela dispensa do jogador. Como presidente do clube, não acatei a decisão dos meus pares, alegando que deveríamos ouvir ambas as partes para decisão posterior e mais justa. Talvez, acertando o relacionamento entre os jogadores que eram importantes para o time. Esclareço que meu objetivo é único e exclusivo de colocar a verdade, além de fazer a defesa do Tato Lopez, ausente e distante, e não atacar ou contestar o Hélio, que, como disse, teve uma postura exemplar no atual episódio da contratação do americano. Carlos Roberto de Souza França é ex-presidente da Associação Francana de Basquete

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