SEGURANÇA DIGITAL

Um em cada três brasileiros já teve contato com 'golpes da Copa'

Por Alan Cavalieri | Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min
Agência Brasil
Golpes relacionados à Copa do Mundo utilizam redes sociais, aplicativos de mensagens e sites falsos para atrair vítimas
Golpes relacionados à Copa do Mundo utilizam redes sociais, aplicativos de mensagens e sites falsos para atrair vítimas

Com a proximidade da Copa do Mundo, especialistas alertam consumidores para o aumento de golpes envolvendo ingressos, produtos licenciados e itens colecionáveis vendidos pela internet. Levantamento aponta que um em cada três internautas brasileiros já teve contato com fraudes relacionadas ao futebol ou ao Mundial.

Segundo levantamento da empresa de cibersegurança NordVPN, cerca de um em cada três internautas brasileiros (34%) relatou ter tido contato com algum tipo de golpe relacionado ao futebol ou à Copa do Mundo entre 2024 e 2025. Entre as fraudes mais comuns estão a venda de ingressos falsos para partidas, anúncios de produtos e colecionáveis que nunca são entregues, comercialização de figurinhas falsificadas, apostas esportivas ilegais e páginas que se passam por lojas oficiais ou parceiras do evento para obter pagamentos e dados pessoais das vítimas.


De acordo com o estudo, redes sociais e aplicativos de mensagens são os principais canais utilizados pelos criminosos. Por meio de anúncios patrocinados, promoções falsas e links fraudulentos, os golpistas atraem consumidores e induzem pagamentos, principalmente via Pix, modalidade que dificulta a recuperação dos valores após a transferência. Golpes crescem com uso de inteligência artificial, apontou o levantamento.


O aumento ocorre em um cenário de maior sofisticação dos ataques digitais, impulsionados principalmente pelo uso de inteligência artificial generativa, que reduziu drasticamente o tempo necessário para a criação de golpes e páginas falsas. Nos últimos três meses, as reclamações no Procon-SP relacionadas à Copa do Mundo multiplicaram-se por oito. As queixas no órgão saltaram de 19 em março para 63 em abril e 156 em maio.
Segundo o levantamento, criminosos passaram a criar sites falsos e campanhas fraudulentas em poucas horas, utilizando dados vazados como CPF, e-mail e histórico de compras para personalizar abordagens.


As redes sociais seguem como principal porta de entrada para as fraudes. O Instagram aparece em 51% dos casos, seguido por WhatsApp (48%), Facebook (35%) e TikTok (26%). Entre os golpes mais frequentes estão apostas ilegais, venda de ingressos falsos e comercialização de produtos falsificados.


O Pix também ganhou protagonismo nas fraudes devido à instantaneidade das transferências. Além disso, criminosos criam marcas fictícias que se apresentam como parceiras oficiais do evento e se infiltram em grupos de torcedores e colecionadores para conquistar confiança antes de aplicar os golpes.


No Procon-SP, as principais reclamações entre março e maio de 2026 envolveram não entrega ou atraso de produtos (115 casos), oferta não cumprida ou venda enganosa (34) e produtos incompletos ou diferentes do anunciado (24). As denúncias sobre figurinhas e álbuns da Copa saltaram de zero em março para 34 em abril e 109 em maio.

Entre as principais orientações, estão pesquisar a reputação da loja ou do vendedor, desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado, verificar informações como CNPJ, endereço e canais de atendimento, além de evitar sites recém-criados e que aceitam apenas pagamentos via Pix.

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