A liberdade de três acusados de integrar um esquema de fabricação ilegal de armas na região de Piracocaba durou poucos dias.
Os homens voltaram para a prisão depois que a Justiça Federal revogou a liberdade provisória concedida anteriormente.
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A mudança ocorreu após recurso apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF). O caso envolve uma investigação sobre uma organização criminosa transnacional suspeita de fabricar e vender armas de fogo de uso restrito.
Segundo a Polícia Federal, o grupo mantinha uma estrutura equipada com máquinas de alta precisão para produzir fuzis. A investigação também aponta que o armamento era destinado a facções criminosas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Fábrica clandestina na região de Piracicaba
A investigação ganhou força após a descoberta de uma fábrica clandestina de fuzis AR-15 em Santa Bárbara d’Oeste, na região de Piracicaba.
Em Americana, também na região, foram apreendidas 183 armas. De acordo com os investigadores, a empresa apresentava como atividade oficial a fabricação de peças aeronáuticas. A apuração, porém, apontou que a estrutura era utilizada para a produção dos fuzis.
O local contava com equipamentos de alta precisão e peças resistentes, segundo a Polícia Federal.
Justiça muda decisão
A liberdade provisória havia sido concedida pela 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro após o encerramento da fase de instrução do processo.
Na avaliação registrada na decisão anterior, o fim da coleta de provas reduzia o risco de interferência dos acusados no processo.
O Ministério Público Federal recorreu. Ao analisar o recurso, a Justiça Federal determinou novamente a prisão de Dinael, Anderson e Lucas.
O processo reúne dez acusados e tramita na Justiça Federal do Rio de Janeiro.
Oito deles já foram interrogados durante audiência realizada em 6 de agosto:
Com o encerramento das audiências, o processo segue para a fase de diligências. Depois, serão apresentadas as alegações finais antes da sentença.