Em uma Nova Pindorama dominada por algoritmos, cidades flutuantes e realidades virtuais, um assassinato impossível desencadeia uma investigação que pode mudar tudo.
Entre códigos inspirados no Tupi-Guarani, conspirações tecnológicas e críticas sociais afiadas, 'Urucum: Sangue Sobre Silício', escrito pelo jornalista baurusense Rafael Vieira Sinhorilio (literariamente Rafael Kapiwara) entrega um cyberpunk brasileiro único, onde o silício tenta apagar a história… mas o sangue continua lembrando.
O livro, um romance de ficção científica cyberpunk, foi lançado de forma independente e concorre ao Prêmio Kindle Vozes Negras 2026, da Amazon em parceria com a Companhia das Letras.
A HISTÓRIA
Ozzy Chatterton está morto! Nenhuma porta foi arrombada. Nenhum sistema foi violado por fora. E ainda assim o criador do console de imersão em realidade virtual Scuba Diving foi encontrado com o olho explodido, preso à própria criação.
O altoperito Alcenio Borges é chamado para investigar o que parece impossível: um assassinato sem rastro dentro do maior lançamento tecnológico da história de Nova Pindorama, o país flutuante.
Borges precisa correr contra o tempo antes que os olhos de mais jogadores explodam durante uma partida de Battle Royale.
Mas o que fazer contra um hacker que construiu uma linguagem de código que nenhum sistema corporativo ou policial sabe barrar?
A cada descoberta, um passo mais próximo do passado que não ficou no Solo.
Num Brasil que trocou o nome mas não o sistema, Urucum: sangue sobre silício usa o cyberpunk para fazer a pergunta que o gênero nunca fez em português: de quem é o futuro?
Um romance de ficção especulativa, com nuances afroindígenas futuristas, onde a Criptupigrafia nasce do Tupi-Guarani.
Onde droids reconstruídos por um líder religioso e convertidos à fé do fogo bloqueiam estradas cobrando pedágio de metal.
Onde a política algorítmica do GovCorp decide quem sobe e quem continua a viver na escassez do solo.
Onde o algoritmo que deveria proteger a todos foi construído com o lixo histórico do preconceito.
E onde dois personagens chegam ao mesmo lugar e às mesmas conclusões por caminhos opostos. Nova Pindorama flutua. As raízes, não.
O AUTOR
O jornalista bauruense Rafael Kapiwara escreve desde quando isso ainda cabia em blogspot. Roteirista e diretor de Ladrão que Rouba Ladrão, thriller tarantinesco sobre corrupção no Brasil, e do documentário Mazzaropi Feito para o Povo, colaborou ainda como editor e revisor de Mary Dota: uma cidade dentro de uma cidade. Traz para a ficção a mesma obsessão de sempre: o Brasil que existe de verdade, não o de vitrine, inclusive o que assombra. Estreou no romance com 'Urucum: sangue sobre silício' (2025). O livro está à venda na https://www.amazon.com.br/Urucum