As buscas pelo corpo de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, que segundo a Polícia Civil foi morta no final de 2025, em Bauru, completaram duas semanas nesta terça-feira (13), sem que a vítima tenha sido localizada. As escavações ocorrem em um sítio de propriedade dela, na região do bairro rural Rio Verde, e mobilizam uma força-tarefa formada pela Polícia Civil e servidores municipais, com apoio de maquinário pesado da Secretaria Municipal de Infraestrutura, além do Corpo de Bombeiros.
A idosa teria sido jogada em um poço existente na propriedade dela, conforme informaram aos policiais os caseiros Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, e Daniela dos Santos Vieira, de 40. Eles foram presos suspeitos pelo latrocínio (roubo seguido de morte). O trabalho para encontrar o corpo da vítima exige escavações profundas, que já atingiram cerca de 30 metros.
Para garantir a continuidade das buscas e a segurança das equipes, um imóvel secundário localizado no sítio precisou ser demolido na última terça-feira (6). Era justamente lá onde os indiciados moravam com mais três crianças.
Durante as apurações sobre o desaparecimento da idosa, a Polícia Civil identificou que o veículo da vítima, um Fiat Strada, também sumira. O carro acabou localizado após negociações realizadas em diferentes cidades pela dupla que foi presa. O casal suspeito foi localizado no dia 24 de dezembro, no Paraná, e permanece à disposição da Justiça. Os filhos ficaram sob responsabilidade do Conselho Tutelar.
Amigos e conhecidos de Dagmar relataram à polícia que já desconfiavam de possíveis extorsões sofridas pela idosa antes do desaparecimento.
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