A juíza Elaine Cristina Storino Leoni, da 2.ª Vara da Fazenda Pública de Bauru, deu 72 horas para que a Companhia de Habitação Popular (Cohab) se manifeste sobre a nomeação do advogado Gustavo Bugalho, ex-secretário de Negócios Jurídicos, para o cargo de diretor técnico-habitacional na empresa.
O despacho da magistrada saiu nesta terça-feira (6) e determina também a intimação da companhia em até cinco dias – o prazo de 72 horas começa a correr depois da notificação. A manifestação veio no âmbito de uma ação popular ajuizada pelos vereadores Coronel Meira (União Brasil) e Eduardo Borgo (Novo) que contesta a indicação de Bugalho.
O próprio ex-secretário também se manifestou nos autos nesta terça. Em petição assinada pelo advogado João Gabriel de Oliveira Felão – ex-assessor da prefeita Suéllen Rosim (PSD) e ex-sócio do advogado da mandatária –, Bugalho nega não ter experiência para exercer a função e diz que, caso sua nomeação não se concretize, há o risco de que a companhia entre em colapso.
Isso porque o ex-diretor financeiro da empresa de economia mista Elityano de Oliveira Milhoratti pediu demissão do cargo na semana passada. Ele alegou motivos particulares.
Bugalho argumenta que o argumento dos vereadores de que haverá aumento de despesas “cai por terra” em razão do desligamento do outro diretor. Ele não comenta, porém, a alegação dos autores de que o cargo para o qual foi nomeado não é ocupado há quase duas décadas.
“Desta forma, tem-se que, com a eventual concessão da liminar [impedindo a nomeação], restará na diretoria-executiva da Cohab somente o presidente, o que fará com que a empresa fique impossibilitada de assumir ou cumprir seus compromissos contratuais e financeiros. A empresa não conseguirá sequer assinar e registrar as escrituras decorrentes das aquisições dos mutuários, o que é realizado ao menos duas vezes por semana”, afirma o ex-secretário.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o vereador Eduardo Borgo criticou a manifestação de Bugalho e afirmou que o argumento do ex-secretário de que a Cohab poderá colapsar é uma forma de pressionar o Poder Judiciário. "Eu nunca vi uma situação dessa em Bauru. Tenho esperança na Justiça", observou.
Comentários
4 Comentários
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luis roberto romero 07/02/2024Isso também nunca terá fim, muita falação, e nada acontece com ningém. -
Fernando Cesar Luiz 07/02/2024i criada em 1965 com a finalidade de favorecer o acesso à habitação digna à população de menor renda, obedecendo às normas e critérios estabelecidos pelo Governo Municipal e pela legislação federal. O Programa de Habitação da COHAB se tornou obsoleto e caiu em desuso. Hoje atende estritamente interesses políticos e operam orçamento financeiro sem fazer nenhuma entrega. Tantos serviços essenciais que dão lucro foram privatizados e a COHAB se arrasta como cabide de emprego morto vivo. A COHAB precisa ser investigada, além de Bauru, ou seja, no Estado de SP. -
Gil 07/02/2024Isso dará intervenção judicial. -
Ricardo Adriano Rosao 06/02/2024Eu nao tenho o gabarito da magistrada. Mas ela foi boazinha demais 72 duas horas deveria ter sido o tempo para fechar a porta e para de dar despesas. Ja esta indo para mais um ano que uma empresa que só tem divida esta mantendo funcionarios caros. Nao que nao merecem ganhar bem, mas nao em uma empresa para gerenciar dividas e servir de cabide. Vereadores atentos. Parabéns.