Broncolino o primeiro a rir das últimas
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COM A DENÚNCIA DE SER O MANDANTE DOS ATENTADOS, IZZO DÁ SEU ATESTADO DE ADOIDADO!
A DIG/Garra, sob o comando dos delegados J.J. Cardia, e o seccional Luiz Augusto de Oliveira Castro, acaba por desvendar e desbaratar o esquema de atentados à residência de vereadores em Bauru. Já tinham plano para aleijar uns e matar outros. Esta cidade virou cenário de filme de faroeste!
Três dos detidos pela Polícia Civil, apontam o ex-prefeito Izzo Filho como mandante. Veja você o que é o destino. Um homem que foi o comandante, por duas vezes, da cidade, teria virado mandante de hostilidades contra ela!
Um homem que, com 62 mil votos nas eleições para prefeito, com a força de um autêntico líder, com a confiança da população, podia ter feito uma grande administração. Entretanto, corre hoje o risco de pegar cadeia! E, cá pra nós, se Izzo seria o mandante desses terríveis atentados, não há dúvida, passa um atestado de adoidado. Onde ele pensa que está vivendo, no sertão de Mato Grosso?
É nessa hora que a gente pensa nos filhos, a gente que também tem filhos. Ele, naturalmente, não pensa nos filhos. E a gente fica aqui pensando nos filhos dele. O que deverá estar passando na cabeça daquela garotada? Estará também sentindo a falta de ambiente? Ao contrário do pai, aferrado ao cargo, não deve ver a hora de voltar para piraju?
Como esses garotos, filhos do prefeito cassado, estarão sendo recebidos por amigos e colegas de escola? Muitas vezes, ao espinafrar determinadas pessoas, fico pensando na sua esposa e filhos. Depois, me vem o remorso de os ter machucado, mais do que os safados.
É por isso que me condói a situação dos filhos do Izzo. Ao contrário do pai, hoje rejeitado por toda a população, menos por aqueles que vivem do seu favor e do dinheiro público, os filhos sentem o seu desagradável cotidiano. Izzo devia olhar bem nos olhos de cada um deles, observar no silêncio de cada um, o que eles querem dizer.
Depois desse caso dos atentados, juntando com tantos outros igualmente desastrosos, não devia almejar mais nada nesta cidade. Devia pegar a família e dar o fora daqui, sem olhar para trás. Apontado por seus próprios seguranças, como mandante dos atentados à residência de vereadores, o que Izzo espera para arrumar as malas?
Como "este não é um País sério", segundo dizia o marechal De Gaule, Izzo pode até voltar à Prefeitura. Num dos atos mais absurdos de Dona Justa. Mas, como vai governar a cidade? Vai ter que pagar, com os magros proventos da Prefeitura, como tem feito, para aliciar
"amigos" que o defendam na Imprensa. Ou, na calada da noite, com atentados aos seus opositores.
Comandará uma Prefeitura em reconstrução mas, tendo que amparar os seus mercenários, vai jogar por terra tudo o que o prefeito em exercício tem feito. Verá um povo insatisfeito, assustado. Estará à frente de uma população que há de querer vê-lo pelas costas.
A dura verdade, dê no que dê o caso Izzo Filho, ele não tem mais ambiente para viver nesta cidade. Nem como político, nem como professor, nem como um cidadão comum da mais discreta existência.
É uma carga muito pesada para aqueles que lhes são caro. Além, é claro, do rancor que lhe guarda a população.
Se sumisse daqui, de uma hora para outra, coberto pelo silêncio da madrugada, talvez tudo ficasse esquecido por parte dos habitantes da cidade. Não das autoridades policiais. E se aqui voltasse para uma visita, mesmo tendo sido prefeito por dois mandatos, Izzo não seria recebido pelo prefeito, e outras autoridades, recebendo, simbolicamente, a "chave" da cidade. Mas pela polícia, que o receberia com a chave da cadeia.
Como eu disse acima, todas as estrepolias feitas pelo prefeito Izzo Filho, todas dignas de cassação, foram por mim atacadas com humor, mas com severidade. Já o caso dos atentados, recebo-o como revoltante. Mas, ao mesmo tempo, achei de pensar nos seu filhos. Como deve doer, ver o pai se atirar no abismo sem pára-quedas!