| Malavolta Jr. |
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| O Ginásio de Esportes Guilherme Dal Colletto (Vila Industria) é a “casa” da ginástica; na foto, cenas dos Jogos Abertos 2014 |
Bauru conta com quatro ginásios de esportes mantidos pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel). Eles são as “casas” de atletas e alunos de diversas modalidades esportivas contempladas pelos projetos da Semel.
Tais espaços, que também podem ser usados pela população mediante solicitação, estão localizados no Núcleo Geisel: Ginásio de Esportes Darcy César Improta; na Vila Industrial: Ginásio de Esportes Guilherme Dal Colletto; no Jardim Bela Vista: Ginásio de Esportes Izaat Muhamed Saadhe, também conhecido com Azulão e na Vila Santa Luzia: Ginásio de Esportes Raduan Trabulsi Filho.
Os espaços são verdadeiros “celeiros” de talentos, já que abrigam escolinhas de diversas modalidades, como handebol, basquete, futebol de salão, ginástica artística, entre outras. Entretanto, segundo os próprios atletas analisam, falta um olhar mais cuidadoso do poder público sobre as estruturas, principalmente no que diz respeito à manutenção. Além disso, quatro (ginásios municipais) é um número considero pequeno para uma cidade do porte de Bauru.
Panela de Pressão
Construído em 1956, com capacidade para aproximadamente 2 mil pessoas, o Ginásio Panela de Pressão, localizado na Vila Pacífico, ainda é o maior de Bauru, sendo o único capaz de abrigar jogos grandes, como os de basquete e vôlei. O Panela passou por uma reforma e foi reinaugurado em 2012.
Embora seja de propriedade do Esporte Clube Noroeste, o ginásio em questão vem sendo alugado pela Semel, que, como locatária, é responsável pela manutenção do espaço. Um novo contrato está prestes a ser assinado pela mensalidade de R$28.900.
Manutenção
Assim como nos demais ginásios de esportes bauruenses, um problema antigo do Panela são as goteiras. Além disso, o local sofre com pouca manutenção no setor elétrico, conforme o próprio JC mostrou durante a semana.
Praças Esportivas
Além dos ginásios municipais, Bauru conta alguns outros espaços voltados para a prática de esportes e lazer. Confira quais são e onde ficam:
Academia de Judô Francisco Takao Kajino
Rua Nyo Miashiro, quadra 9, Jardim Carolina/Geisel
Escola de Atletismo
Rua Zhefilo Grizoni, Jardim Petrópolis
Piscina Municipal Frederico Arena
Rua Itororó esquina com a avenida Castelo Branco, Vila Razuk
Praça de Esportes Cyrenio Ferraz de Aguiar
Rua São Paulo, quadra 1, Centro
‘Celeiros’ para diversas modalidades
Ginásios municipais abrigam treinos e disputas que vão do hóquei sobre patins à ginástica artística
| Quioshi Goto/Arquivo JC |
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| Time de hóquei sobre patins de Bauru no Ginásio Raduan Trabulsi Filho (Santa Luzia) |
De maneira geral, os ginásios municipais abrigam projetos fixos da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel). Entre eles, destacam-se escolinhas de basquete, handebol, ginástica olímpica, entre outros.
O Raduan Trabulsi Filho, na Vila Santa Luzia, abriga a escolinha de basquete para meninos e meninas, segundo comenta o diretor de Departamento da Semel, Mário Eduardo Ricci.
No mesmo ginásio são realizados os treinos do hóquei sobre patins, um outro projeto da Semel. “Neste mês de outubro recebemos a final do Campeonato Brasileiro de Hóquei Sobre Patins no Raduan”, acrescenta.
No Azulão, como é conhecido o Ginásio de Esportes Izaat Muhamed Saadhe, no Jardim Bela Vista, concentram-se os treinamentos da equipe bauruense de handebol, além da escolinha da modalidade. No mesmo espaço há aulas de futebol de salão, também um projeto da Semel.
O Núcleo Geisel abriga outro ginásio esportivo bauruense, o Darcy César Improta. Por lá, comenta Ricci, também há projetos de futebol de salão e de voleibol.
“A Vila Industrial é refúgio da ginástica olímpica. Todas as aulas e treinos são realizados Ginásio de Esportes Guilherme Dal Colletto”, enumera.
População também pode usufruir dos espaços
Segundo Ricci, além os projetos fixos, os ginásios podem ser usados pela comunidade para diversas finalidades. É comum que grupos se reúnam para jogar futebol de salão, handebol e vôlei, por exemplo.
“Para isso, basta juntar o time e fazer o pedido na Semel, mediante o pagamento de uma taxa simbólica no valor de R$18,83 (hora), que vai para o Fundo Municipal de Esportes”.
Outra coisa comum é o uso de tais estruturas esportivas para atividades de férias de colégios. Nesses casos, o pedido também é feito junto à Secretaria. Eventos socioassistenciais (assim como arrecadação de donativos) também podem ser feitos nos ginásios, mediante solicitação feita para a Semel.
“O que não podemos é liberar os ginásios para eventos que cobrem ingressos”, ressalta. No começo de dezembro haverá um encontro de capoeirista de todo o Brasil, em Bauru. E os ginásios hospedarão alguns visitantes, comenta Ricci. Os locais também têm grande importância quando são realizados Jogos Abertos e Jogos Regionais.
Manutenção
Hoje a falta de recursos é generalizada, principalmente recursos federais, o que dificulta a manutenção dos ginásios, segundo o diretor da Semel, principalmente no que diz respeito à limpeza.
“Estamos com falta de mão de obra na prefeitura. Há os caseiros que tomam conta dos espaços e, muitas vezes, realizamos parcerias com a Secretaria de Obras, isso internamente. O mais difícil está sendo mesmo cuidar do entorno”.
A Semel conta hoje com cerca de meia dúzia de funcionários de mão de obra para atender todos os locais. “Muitas vezes contamos com a ajuda de pessoas de outros setores para uma força-tarefa de limpeza, quando o caso é emergencial”, frisa.
| Priscila Medeiros |
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| Aulas de ginástica olímpica na Vila Industrial (Ginásio de Esportes Guilherme Dal Colletto) |
| Priscila Medeiros |
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| Aulas de ginástica olímpica na Vila Industrial (Ginásio de Esportes Guilherme Dal Colletto) |
Bairros precisam de mais ginásios
Avaliação é de profissionais e atletas, que também apontam a necessidade de maior manutenção nos espaços já existentes
| Quioshi Goto/Arquivo JC |
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| Projeto Gol de Mão - Handebol, no Ginásio Azulão do Bela Vista |
Maria Amélia Theodoro, técnica do handebol de Bauru, treina o time no ginásio do Jardim Bela Vista, o conhecido Azulão. Na opinião da profissional, ginásios municipais são primordiais para a prática esportiva. Entretanto, ela analisa que tais espaços, em Bauru, precisam de um olhar mais atento do poder público.
“Eles foram edificados há mais de 35 anos e ainda não temos um ginásio que abrigue eventos de grande porte. Há pouco, por exemplo, o Bauru Basquete precisou disputar uma final de campeonato em Marília”, exemplifica.
Além disso, Maria Amélia aponta que os bairros precisam de mais quadras esportivas com coberturas e centros de treinamento e do incentivo à maior quantidade de modalidades esportivas possível.
“Uma alternativa poderia estar em uma parceria da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel) com a Secretaria de Estado da Educação para criar nas próprias escolas ginásios capazes de receber treinamentos”, opina.
Para a técnica, as maiores dificuldades encontradas nos ginásios municipais dizem respeito à falta de verba e, por isso, alguns problemas se destacam, com falhas na iluminação, goteiras em dias de fortes chuvas...
“Temos pouca manutenção em equipamentos, como as redes. Também precisaríamos de manutenção no entorno dos prédios, que apresentam muito mato. Acho que um paisagismo seria interessante até mesmo para a vizinhança. O esporte, apesar de ser uma ferramenta fundamental de transformação social, quando vem uma crise como esta que estamos vivendo, acaba ficando em último plano. E ele (o esporte) caminha junto com a saúde e a educação, mas, infelizmente, é o que tem menos investimento. O esporte é capaz de prevenir até mesmo doenças”, enfatiza.
‘Esporte é educação, saúde, lazer, disciplina...’
Aline Silveira de Moraes é jogadora de handebol e monitora.
Para ela, de maneira geral, os ginásios municipais de Bauru são bons, entretanto, falta uma certa manutenção.
E as goteiras são as principais características dessa “pouca” manutenção, na visão de jovem de 25 anos, que treina desde 2006 e atualmente também dá aulas de handebol para crianças carentes do projeto de Maria Amélia Theodoro.
“Esporte é tudo.
É educação, saúde, lazer, relaxamento, disciplina... Eu vivencio isso pessoalmente.
E, quando as aulas são feitas em um bom ginásio, com cobertura, o rendimento é bem melhor”, comenta.
Aline conta que começou a treinar, como ela mesma diz, crua. Com o esporte, desenvolveu-se como pessoa, conheceu muita gente e diversas cidades. “Fui chamada para jogar em outros municípios, mas gosto de jogar por Bauru e optei por ficar aqui. Embora não tenhamos muita ajuda de custo, a gente luta por isso”, finaliza.
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