A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) segue com a implementação de um novo projeto voltado à área de inovação. A iniciativa ocorre no ano em que a instituição completa 125 anos.
Na quarta-feira, 8 de abril, foi realizada a primeira reunião do Conselho Estratégico do chamado Esalq Science Park. O encontro ocorreu de forma híbrida, com parte dos participantes reunida no campus e outros acompanhando de forma remota.
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Participaram presencialmente a diretora da Esalq, Thais Vieira; o empresário Ricardo Nishimura, ligado ao Grupo Jacto; o professor José Belasque Junior; e Elvis Fusco, representante da Fundação Shunji Nishimura. Também integraram a reunião, por videoconferência, representantes de iniciativas ligadas à inovação e ao mercado, como o Centro de Inovação da USP em São Carlos e empresas do setor.
Durante o encontro, foram discutidos pontos relacionados à estrutura do projeto, incluindo diretrizes estratégicas, organização operacional e critérios para definição da entidade responsável pela gestão do espaço.
O Esalq Science Park foi criado por resolução da Universidade de São Paulo (USP) em julho de 2025. A proposta prevê a criação de um ambiente voltado à conexão entre pesquisadores, empresas, empreendedores e órgãos públicos, com foco em projetos baseados em ciência e tecnologia.
Ainda em fase de planejamento, o projeto utiliza como base a estrutura já existente na Esalq e o conjunto de iniciativas de inovação presentes em Piracicaba. A instituição reúne departamentos acadêmicos, laboratórios e centros de pesquisa, além de iniciativas como Cepea, Esalq-LOG, CCARBON, SPARCBio, unidades Embrapii e a incubadora EsalqTec.
A proposta do Parque inclui o desenvolvimento de pesquisas em áreas como produção de alimentos, biotecnologia, bioeconomia, energias renováveis, tecnologia da informação e saúde integrada. Também estão previstos mecanismos para transferência de tecnologia e incentivo à criação de empresas de base científica.
O modelo em estudo contempla a oferta de infraestrutura para pesquisa e desenvolvimento, com espaços compartilhados, áreas experimentais e suporte a projetos em diferentes etapas. A iniciativa também prevê programas de incubação, aceleração e conexão com investidores.
De acordo com a direção da Esalq, o novo espaço deve ampliar a capacidade de receber projetos e empresas ligados à inovação, incluindo propostas em fase inicial e organizações já em atividade.
Durante a reunião, foi destacada a necessidade de uma gestão independente para o Parque. A avaliação é de que a definição de uma entidade responsável pela administração será um dos pontos centrais para o andamento do projeto.
A expectativa é que o Esalq Science Park atue como um ponto de integração entre pesquisa acadêmica e setor produtivo, com impacto no desenvolvimento de soluções voltadas à agricultura e à produção de alimentos.