Adotar hábitos saudáveis ao longo da vida pode fazer uma diferença significativa na prevenção do câncer. Estudos internacionais indicam que até 40% dos casos da doença estão associados a fatores que podem ser modificados, como tabagismo, alimentação inadequada, sedentarismo e infecções evitáveis.
Levantamentos publicados na revista científica CA: A Cancer Journal for Clinicians apontam que intervenções simples — tanto individuais quanto coletivas — têm potencial para reduzir de forma expressiva a incidência da doença. Dados do National Cancer Institute reforçam esse cenário: entre 1975 e 2020, quase 6 milhões de mortes por câncer foram evitadas graças à prevenção, diagnóstico precoce e avanços terapêuticos.
A seguir, confira 7 estratégias baseadas em evidências científicas que ajudam a diminuir o risco de desenvolver câncer.
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O tabagismo segue como o principal fator de risco evitável para o câncer. A prática está associada a pelo menos 17 tipos da doença, incluindo pulmão, garganta, boca, pâncreas e bexiga.
Parar de fumar traz benefícios progressivos: após cerca de 10 anos sem o hábito, o risco de alguns tumores pode cair significativamente.
O excesso de peso tem papel importante no desenvolvimento de diferentes tipos de câncer. Estimativas indicam que cerca de 7,6% dos casos estão ligados à obesidade.
O acúmulo de gordura corporal pode alterar hormônios e favorecer processos inflamatórios, aumentando o risco de tumores como os de mama, fígado, rim e intestino.
O padrão alimentar influencia diretamente a saúde. Dietas ricas em ultraprocessados, carnes processadas e bebidas açucaradas estão associadas a maior incidência de câncer, especialmente o colorretal.
Por outro lado, o consumo de frutas, verduras, grãos integrais, peixes e oleaginosas está ligado à redução do risco. Estudos recentes indicam que o consumo regular de peixe pode diminuir em cerca de 15% a chance de desenvolver câncer colorretal.
A atividade física regular contribui para a prevenção de diversos tipos de câncer, como os de mama e cólon.
Pesquisas apontam que milhares de casos poderiam ser evitados todos os anos se a população mantivesse níveis adequados de exercício, além de benefícios também para quem já foi diagnosticado com a doença.
O álcool está relacionado a pelo menos sete tipos de câncer, incluindo fígado, mama e esôfago. Mesmo o consumo moderado pode aumentar o risco.
A substância pode causar danos ao DNA e interferir no equilíbrio hormonal, contribuindo para o desenvolvimento de tumores.
Alguns cânceres têm origem em infecções. O HPV, por exemplo, está ligado à maioria dos casos de câncer de colo do útero, além de outros tumores.
A vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção. Outros agentes, como os vírus das hepatites B e C e a bactéria Helicobacter pylori, também estão associados à doença.
A radiação ultravioleta é a principal causa de câncer de pele. O melanoma, tipo mais agressivo, está fortemente relacionado à exposição excessiva ao sol e a queimaduras solares, principalmente na infância.
Medidas como uso de protetor solar, evitar o sol nos horários mais intensos e utilizar roupas de proteção ajudam a reduzir os riscos.
Além das escolhas individuais, fatores como acesso a alimentação saudável, espaços para prática de exercícios e políticas públicas de saúde influenciam diretamente o risco de câncer.
Ações coletivas, como campanhas antitabagismo, programas de vacinação e regulação de produtos nocivos, seguem sendo essenciais para reduzir a incidência da doença em larga escala.