Um homem de 58 anos foi preso preventivamente suspeito de abusar sexualmente de quatro irmãs, com idades entre 6 e 12 anos. O caso começou a ser investigado em setembro do ano passado, em Belo Horizonte, após denúncias feitas por voluntários de um projeto social que identificaram sinais de violência contra as crianças.
A apuração conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais aponta que os abusos aconteciam dentro da residência da família, principalmente quando a mãe das vítimas, de 32 anos, saía de casa. Segundo os investigadores, o suspeito aproveitava esses momentos para cometer os crimes de forma recorrente.
Durante as diligências, foram reunidos relatos que indicam comportamentos abusivos e práticas perturbadoras, que teriam ocorrido ao longo de meses sem interrupção.
Depoimentos colhidos revelam um ambiente de terror psicológico. As vítimas apresentavam sinais de medo contínuo e alterações de comportamento. Em um dos relatos, uma das meninas descreveu que permanecia acordada à noite para observar o padrasto e tentar proteger as irmãs mais novas.
Especialistas que acompanham o caso apontam que o quadro gerou impactos emocionais severos, com indícios de regressão comportamental e sofrimento psíquico.
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A conduta da mãe também passou a ser analisada pelas autoridades. Há indícios de que ela tenha sido alertada sobre os abusos, mas não teria adotado medidas para interromper a situação.
De acordo com fontes ligadas à investigação, a mulher pode ter ignorado os relatos das filhas, o que levanta a suspeita de omissão ou até conivência. A eventual responsabilidade dela segue em apuração.
Além da violência, o ambiente doméstico foi descrito como insalubre. As investigações apontam falta de higiene, alimentação inadequada e ausência de cuidados básicos, evidenciando um contexto de extrema vulnerabilidade social.
As quatro irmãs foram afastadas do convívio familiar e encaminhadas para acolhimento institucional, onde recebem acompanhamento especializado.
O homem foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer todos os detalhes e responsabilizar eventuais envolvidos.