13 de março de 2026
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Chefão das armas fantasmas 'cai', e fábrica é estourada na região

Por Da redação/Pira1 |
| Tempo de leitura: 1 min
Polícia Militar
As armas fantasmas eram fabricadas em impressoras 3D, nos laboratórios.

 Piracicaba, Rio das Pedras, Saltinho e Tambaú — Uma verdadeira fábrica do terror digital foi descoberta nesta quinta-feira (12), quando a polícia colocou fim ao império clandestino de um grupo que produzia armas em impressoras 3D para abastecer criminosos por todo o país.

O líder da quadrilha, considerado o “cérebro” do esquema, foi preso em uma ação que mobilizou policiais de diversos estados. Mais três envolvidos na região de Piracicaba.

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O grupo fabricava as temidas “armas fantasmas”, sem número de série e praticamente impossíveis de rastrear — o sonho de qualquer criminoso que não quer deixar rastro. No que parecia um simples laboratório, os policiais encontraram impressoras 3D em funcionamento, peças de armas espalhadas, munições e equipamentos de montagem. Todo o material foi apreendido e será periciado.

As investigações revelaram que os criminosos usavam a internet e redes clandestinas para negociar os armamentos. O destino das armas? Assaltantes, facções e qualquer um disposto a lucrar com a ilegalidade.

A operação, batizada de “Arma Fantasma”, foi realizada pelo Comando de Policiamento do Interior-9, através do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), em conjunto com o Ministério Público de São Paulo e o GAECO. Mandados de prisão e de busca foram cumpridos nas quatro cidades envolvidas.

Especialistas alertam que este caso é um novo capítulo do crime moderno: antes, armas exigiam fábricas e grandes estruturas; agora, bastam algumas máquinas, acesso à internet e muita ousadia.

O impacto da prisão do líder é considerado um golpe histórico contra o crime organizado, mas as autoridades deixam claro: novas prisões podem acontecer a qualquer momento. O recado é direto: a guerra contra o crime agora também acontece na ponta da tecnologia.