RECÉM-HABILITADA

Francana percorre 3,5 mil km com Biz, de Franca ao Sul do Brasil, após ser habilitada

'Foi uma superação, pois o medo de pilotar me travava. Foi algo surreal, poder tirar do papel e realizar esse sonho', diz Andréa Diniz.

Por Hevertom Talles | 15/04/2024 | Tempo de leitura: 3 min
da Redação

Reprodução

Andréa Aparecida da Silva Diniz, de 44 anos, durante viagem na Biz
Andréa Aparecida da Silva Diniz, de 44 anos, durante viagem na Biz

Imagine sair de Franca, no interior de São Paulo, rumo a Gramado, na Serra Gaúcha, e percorrer uma distância de 3,5 mil km. Recém-habilitada e numa Biz, a atendente francana Andréa Aparecida da Silva Diniz, de 44 anos, embarcou nessa aventura recentemente, no mês passado, e conta os bastidores dessa empreitada após seis meses habilitada.

Em novembro de 2022, Andréa deu entrada para tirar a categoria A de habilitação, especifica para motos. No primeiro exame, ela acabou sendo reprovada e achou que não era para ser motociclista. Persistente, Andréa comprou uma Biz em maio de 2023 para ir treinando para uma nova tentativa. Já em setembro, ela conseguiu passar na prova prática e conseguiu, finalmente, a habilitação de moto.

“Aí começou toda essa ideia da viagem, uma forma de eu poder aproveitar as minhas férias na empresa fazendo uma viagem de moto. Eu aproveitaria tanto as férias, quanto pra conhecer um pouco do Brasil em cima de uma moto”, diz Andréa, sobre os planos iniciais após ter sido habilitada.

A motociclista relatou que colocou na ponta do lápis o custo da viagem, o trajeto a ser percorrido, passeios que queria fazer, para poder se preparar para a aventura na Biz. Na bagagem da mochila, duas trocas de roupas para pilotagem, roupas leves e de praia e poucas roupas de inverno, já que era época de calor na região do destino final.

“No dia 7 de março deste ano, fui direto para Curitiba (PR), foi uma viagem de 800 quilômetros em um único dia. Eu queria fazer a serra do Rastro da Serpente, que inicia ali em Capão Bonito e vai até Curitiba, que era uma das serras que muito me indicaram”, afirma diz Andréa.

Ainda na região de Curitiba, a motociclista pôde conhecer alguns pontos turísticos da cidade e algumas praias. Aproveitando as férias, Andréa partiu rumo à Serra Gaúcha, para a cidade de Gramado, onde permaneceu por quatro dias.

"Foi uma superação, pois o medo de pilotar me travava. Foi algo surreal, poder tirar do papel e realizar esse sonho. A cada chegada era uma emoção, saber que eu fui até aquele lugar, aquele ponto. Minha chegada em Franca foi de muita gratidão por ter sido tudo conforme o planejado. Voltei com experiência e vontade de ir além, cada vez mais longe", comenta Andréa.

Outro ponto dessa aventura que trouxe mais segurança é que, durante a viagem, não houve nenhum imprevisto, não pegou chuva e não furou o pneu da moto em nenhum momento. "Ficava alerta sempre na reserva da moto, abastecia a cada 160 km", conta.

Trechos percorridos
A motociclista durante 15 dias fez os seguintes trajetos na ida:
• Franca x Curitiba;
• Curitiba x Litoral Catarinense;
• Litoral Catarinense x Serra Catarinense;
• Serra Catarinense x Gramado, na Serra Gaúcha.

Já na volta, o caminho foi:
• Gramado x Curitiba;
• Curitiba x Franca.

Gastos com a viagem
Andréa conta que fez o trajeto sozinha e o boato que Biz gasta menos combustível se confirmou. A motocicleta gastou R$ 540, para o trajeto de quase 3,5 mil km. Além do combustível, outros R$ 1.200 com hospedagem e R$ 1 mil com alimentação.

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6 COMENTÁRIOS

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  • Roberto
    20/04/2024
    Parabéns mulher vc é muito corajosa foi uma aventura mas não faça isso mais numa moto pequena
  • Gavião Solitário
    16/04/2024
    Parabéns de novo,eu a conheci na cidade de Cássia junto c sua filha , mulher guerreira determinada abraço ????????????????????????
  • José Silva
    16/04/2024
    Irresponsável!
  • Dalva Pereyra
    16/04/2024
    Ela não sabe o perigo que é fazer esse percurso com uma motinha pequena assim, mais da metade dos riscos que ela correu de acidentes que poderiam ter acontecido foram por não ter usado um moto melhor para esse tipo de aventura. Motos pequenas em trânsito rápido é muito mais perigoso do que ela imagina. E só quando ela repetir esse tipo de aventura em uma moto de verdade é que ela vai descobrir o risco que ela correu com essa motinha.
  • JOAO REIS DE PAULO
    16/04/2024
    Parabéns garota
  • Anônimo
    15/04/2024
    Sem comentários.