A suposta saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil provocou uma manifestação de seu primo, Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio. Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (27), ele afirmou que “o Brasil não é um país seguro para pessoas boas”.
Léo Índio compartilhou uma notícia sobre a possível viagem do senador aos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pela imprensa argentina, Flávio teria partido de Puerto Iguazú, cidade próxima à fronteira brasileira onde seu primo mora.
Na descrição de seu perfil no Instagram, Léo Índio se apresenta como “exilado político”.
A suspeita de que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil ganhou repercussão após o portal argentino Infobae noticiar que o senador teria embarcado em um jato particular em Puerto Iguazú, durante a madrugada desta terça-feira.
Segundo a publicação, ele teria atravessado a fronteira a pé antes de seguir viagem em uma aeronave Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly.
Relatos divulgados por veículos de comunicação também indicaram que aliados do parlamentar teriam sido informados de que ele havia deixado o país.
Até o momento, porém, a Polícia Federal (PF) não confirmou a viagem. A corporação informou que não encontrou registro de passagem do senador pelos pontos regulares de controle migratório brasileiro e acionou autoridades argentinas para verificar uma possível entrada no país vizinho.
Antes da divulgação dos relatos, representantes ligados à campanha de Flávio negaram que ele tivesse viajado. Também circularam informações de que o senador estaria em sua residência, em Brasília.
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Léo Índio mora em Puerto Iguazú, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. A informação sobre sua residência foi apresentada por sua defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta a questionamentos relacionados ao processo que investiga sua participação nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Segundo os advogados, ele possuía uma autorização provisória concedida pelo governo argentino para trabalhar, estudar e utilizar serviços públicos no município.
Em 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa prestasse esclarecimentos no âmbito do processo.
A repercussão sobre a possível viagem de Flávio ocorreu após uma decisão de Moraes, na segunda-feira (26), que determinou a entrega dos passaportes do senador à Polícia Federal e impôs restrições à saída do país, conforme informações divulgadas sobre a ordem judicial.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou ter sido abordado por agentes ao deixar a residência do pai, em Brasília. Segundo ele, foi intimado a apresentar os documentos no prazo de 24 horas.
O senador declarou que não pretendia deixar o Brasil e que cumpriria a determinação judicial. Na mesma gravação, relacionou a decisão a declarações feitas por seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
A eventual saída do parlamentar para os Estados Unidos, no entanto, ainda depende de confirmação oficial das autoridades brasileiras e argentinas.