Com a mudança do tempo nesta semana, os cuidados com os animais também merecem atenção. Piracicaba entrou no radar de temporais com a chegada de uma nova frente fria, trazendo previsão de chuva e queda nas temperaturas. Nesse cenário, cães, gatos, aves, peixes e répteis podem reagir de maneiras diferentes ao frio, e adaptar o ambiente e a rotina é importante para preservar o bem-estar dos pets.
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Para os cães, o primeiro cuidado é garantir um local de descanso protegido do vento, da chuva e da umidade. Animais que ficam em áreas externas não devem dormir diretamente sobre o chão; casinhas, camas e cobertores ajudam a criar uma barreira contra o frio. O CRMV-SP também recomenda atenção especial a filhotes, idosos e animais com pouca pelagem ou problemas de saúde.
A rotina também pode ser adaptada nos dias mais frios. Passeios devem evitar os horários de menor temperatura e ventania, enquanto banhos, quando necessários, devem ser feitos com água morna e seguidos de secagem completa. Tosar excessivamente o animal também não é indicado, já que a pelagem ajuda na regulação da temperatura corporal. Tosse, espirros, secreção nasal, falta de apetite, tremores, prostração ou dificuldade para respirar são sinais que merecem avaliação veterinária.
Os gatos também sentem os efeitos da queda de temperatura, e a recomendação é oferecer um ambiente protegido e confortável para que possam descansar. Para aqueles que costumam circular fora de casa, o ideal é restringir a exposição a frio, vento e chuva. Camas, cobertores e locais protegidos podem ajudar o animal a se manter aquecido, especialmente durante a noite.
Filhotes, idosos e gatos com problemas de saúde precisam de atenção redobrada. Durante o frio, alterações no comportamento, falta de apetite, prostração, tremores ou sinais respiratórios não devem ser tratados simplesmente como consequência da temperatura. O acompanhamento veterinário e a vacinação em dia também fazem parte da prevenção de doenças que podem afetar cães e gatos durante os períodos mais frios.
Calopsitas, papagaios e outras aves domésticas também são sensíveis às baixas temperaturas. O Conselho Federal de Medicina Veterinária orienta que, quando o ambiente fica frio, a gaiola seja mantida em local protegido, longe de janelas abertas, varandas e correntes de ar. Cobertores podem ser utilizados para ajudar no aquecimento, e um termômetro de ambiente pode auxiliar o tutor a acompanhar a temperatura.
No caso dos peixes, o frio é percebido principalmente pela queda da temperatura da água. Como esses animais dependem da temperatura do ambiente para regular o metabolismo, a água mais fria pode reduzir a movimentação e o apetite e aumentar a vulnerabilidade a problemas de saúde. O Instituto de Pesca de São Paulo ressalta que a necessidade térmica varia conforme a espécie e que condições adequadas de qualidade da água, oxigenação, alimentação e densidade ajudam a reduzir o estresse.
Por isso, mudanças bruscas devem ser evitadas. No aquário, o uso de equipamentos de aquecimento deve considerar a espécie mantida e as condições do ambiente, e não é recomendado simplesmente despejar água quente para elevar a temperatura, pois a alteração repentina pode provocar choque térmico. Se houver sinais de doença ou mortalidade, a orientação é procurar auxílio especializado.
Répteis, como serpentes, jabutis e cágados, exigem um cuidado diferente de cães e gatos porque dependem de fontes externas de calor para manter a temperatura corporal adequada. O CFMV explica que esses animais são ectotérmicos e precisam de condições ambientais apropriadas para manter o metabolismo funcionando. Por isso, o manejo deve ser específico para cada espécie, podendo envolver termostatos e lâmpadas de aquecimento em terrários e aquários.
Independentemente do tipo de pet, o principal alerta é não presumir que o animal está bem apenas porque ainda está se alimentando ou se movimentando. Letargia, redução do apetite e alterações de comportamento podem indicar desconforto com o frio ou algum problema de saúde. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre a temperatura ideal, alimentação ou equipamentos de aquecimento, a orientação é procurar um médico veterinário, de preferência especializado na espécie.