08 de setembro de 2026
BEM-ESTAR ANIMAL

Esfriou? Veja como proteger seu pet nos dias frios

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução
Cobertas e roupinhas podem ajudar a manter os cães aquecidos durante os dias de temperaturas mais baixas.

Com a mudança do tempo nesta semana, os cuidados com os animais também merecem atenção. Piracicaba entrou no radar de temporais com a chegada de uma nova frente fria, trazendo previsão de chuva e queda nas temperaturas. Nesse cenário, cães, gatos, aves, peixes e répteis podem reagir de maneiras diferentes ao frio, e adaptar o ambiente e a rotina é importante para preservar o bem-estar dos pets.

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Cães: abrigo, passeio e atenção aos sinais

Para os cães, o primeiro cuidado é garantir um local de descanso protegido do vento, da chuva e da umidade. Animais que ficam em áreas externas não devem dormir diretamente sobre o chão; casinhas, camas e cobertores ajudam a criar uma barreira contra o frio. O CRMV-SP também recomenda atenção especial a filhotes, idosos e animais com pouca pelagem ou problemas de saúde.

A rotina também pode ser adaptada nos dias mais frios. Passeios devem evitar os horários de menor temperatura e ventania, enquanto banhos, quando necessários, devem ser feitos com água morna e seguidos de secagem completa. Tosar excessivamente o animal também não é indicado, já que a pelagem ajuda na regulação da temperatura corporal. Tosse, espirros, secreção nasal, falta de apetite, tremores, prostração ou dificuldade para respirar são sinais que merecem avaliação veterinária.

Gatos: conforto e proteção dentro de casa

Os gatos também sentem os efeitos da queda de temperatura, e a recomendação é oferecer um ambiente protegido e confortável para que possam descansar. Para aqueles que costumam circular fora de casa, o ideal é restringir a exposição a frio, vento e chuva. Camas, cobertores e locais protegidos podem ajudar o animal a se manter aquecido, especialmente durante a noite.

Filhotes, idosos e gatos com problemas de saúde precisam de atenção redobrada. Durante o frio, alterações no comportamento, falta de apetite, prostração, tremores ou sinais respiratórios não devem ser tratados simplesmente como consequência da temperatura. O acompanhamento veterinário e a vacinação em dia também fazem parte da prevenção de doenças que podem afetar cães e gatos durante os períodos mais frios.

Aves: cuidado com vento e mudanças bruscas

Calopsitas, papagaios e outras aves domésticas também são sensíveis às baixas temperaturas. O Conselho Federal de Medicina Veterinária orienta que, quando o ambiente fica frio, a gaiola seja mantida em local protegido, longe de janelas abertas, varandas e correntes de ar. Cobertores podem ser utilizados para ajudar no aquecimento, e um termômetro de ambiente pode auxiliar o tutor a acompanhar a temperatura.

Peixes: temperatura da água é fundamental

No caso dos peixes, o frio é percebido principalmente pela queda da temperatura da água. Como esses animais dependem da temperatura do ambiente para regular o metabolismo, a água mais fria pode reduzir a movimentação e o apetite e aumentar a vulnerabilidade a problemas de saúde. O Instituto de Pesca de São Paulo ressalta que a necessidade térmica varia conforme a espécie e que condições adequadas de qualidade da água, oxigenação, alimentação e densidade ajudam a reduzir o estresse.

Por isso, mudanças bruscas devem ser evitadas. No aquário, o uso de equipamentos de aquecimento deve considerar a espécie mantida e as condições do ambiente, e não é recomendado simplesmente despejar água quente para elevar a temperatura, pois a alteração repentina pode provocar choque térmico. Se houver sinais de doença ou mortalidade, a orientação é procurar auxílio especializado.

Répteis: aquecimento faz parte do manejo

Répteis, como serpentes, jabutis e cágados, exigem um cuidado diferente de cães e gatos porque dependem de fontes externas de calor para manter a temperatura corporal adequada. O CFMV explica que esses animais são ectotérmicos e precisam de condições ambientais apropriadas para manter o metabolismo funcionando. Por isso, o manejo deve ser específico para cada espécie, podendo envolver termostatos e lâmpadas de aquecimento em terrários e aquários.

Independentemente do tipo de pet, o principal alerta é não presumir que o animal está bem apenas porque ainda está se alimentando ou se movimentando. Letargia, redução do apetite e alterações de comportamento podem indicar desconforto com o frio ou algum problema de saúde. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre a temperatura ideal, alimentação ou equipamentos de aquecimento, a orientação é procurar um médico veterinário, de preferência especializado na espécie.