A Ponte do Esqueleto, localizada na zona rural entre Limeira e Cordeirópolis, voltou ao centro das atenções após a morte de uma jovem de 21 anos durante uma atividade de rope jump realizada no último sábado (13).
A estrutura, conhecida por atrair praticantes de esportes radicais, acumula um histórico de acidentes graves nos últimos anos.
VEJA MAIS
Desativada para o tráfego ferroviário e de veículos há cerca de três décadas, a ponte possui aproximadamente 40 metros de altura e se tornou ponto de encontro para ciclistas, trilheiros, praticantes de rapel, motocross e adeptos do salto em queda livre.
A tragédia mais recente não foi um caso isolado. Em abril de 2024, uma ciclista de Rio Claro morreu após cair da estrutura. A vítima foi identificada como Kelly Stefani de Oliveira Alves, de 39 anos.
Já em agosto de 2025, duas mulheres sofreram ferimentos graves depois de despencarem da ponte durante uma visita ao local.
Os episódios reforçam os alertas sobre os riscos da estrutura, frequentemente utilizada para atividades recreativas e esportivas sem controle permanente de acesso.
A Ponte do Esqueleto está localizada na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy e, segundo a Prefeitura de Limeira, pertence ao governo federal.
Após a morte da jovem, a administração municipal informou que pretende acionar judicialmente a União por omissão quanto à fiscalização e à segurança do local.
Em nota, a prefeitura afirmou que vinha solicitando providências aos órgãos federais responsáveis e classificou como “insustentável e inaceitável” a ausência de medidas efetivas para impedir o acesso à estrutura.
Segundo o município, tanto a Prefeitura quanto a Câmara Municipal encaminharam diversos ofícios cobrando ações preventivas, mas nenhuma medida concreta teria sido adotada.
O prefeito Murilo Félix destacou que a falta de controle sobre uma área federal considerada de risco contribuiu para mais uma tragédia no município.
Veja nota de pesar emita pela Prefeitura após o falecimento da jovem de 21 anos.
Também por meio de nota, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) lamentou a morte da jovem e informou que a ponte integra um trecho nunca implantado da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), localizado em meio a propriedades particulares.
A SPU ressaltou que jamais autorizou a realização de atividades esportivas ou recreativas na Ponte do Esqueleto.
O órgão informou ainda que a incorporação formal da estrutura ao patrimônio federal ocorreu apenas em 2026. Segundo a secretaria, desde 2024 foram solicitadas às prefeituras da região ações para bloquear o acesso ao local.
A União defendeu a atuação conjunta dos diferentes níveis de governo para impedir definitivamente a entrada de visitantes e evitar novas ocorrências.
A vítima, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, participava de uma atividade de rope jump quando foi conduzida por integrantes da equipe até a plataforma de salto.
Imagens registradas no local mostram o momento em que a jovem é impulsionada para frente. Logo após a queda, pessoas presentes gritam alertando que a corda de segurança não estava presa.