08 de junho de 2026
COPA DO MUNDO

Árbitro da Somália é barrado nos EUA antes da Copa

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Eleito melhor árbitro africano de 2025, Omar Artan viu sua participação no Mundial minada após ser barrado na imigração.

O árbitro somali Omar Artan, um dos nomes escolhidos pela Fifa para trabalhar na Copa do Mundo, teve a entrada negada nos Estados Unidos e acabou deportado pelas autoridades americanas. A decisão ocorreu mesmo após uma tentativa de facilitar sua viagem por meio da emissão de um passaporte diplomático concedido com apoio da embaixada de seu país em Nairobi, no Quênia.

A negativa surpreendeu o cenário esportivo internacional, especialmente porque Artan integra o grupo de árbitros selecionados para atuar em uma das competições mais importantes do futebol mundial. O documento diplomático apresentado pelo profissional não foi considerado suficiente para autorizar sua permanência em território norte-americano.

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Do reconhecimento continental ao impasse internacional

Reconhecido como um dos principais árbitros do continente africano, Omar Artan construiu uma trajetória marcada por atuações em partidas de grande relevância. Seu desempenho consistente o levou a ser incluído na lista da Fifa para a Copa do Mundo, reforçando seu prestígio dentro da arbitragem internacional.

A repercussão do caso aumentou justamente pelo contraste entre sua reputação esportiva e o episódio migratório. A situação levantou questionamentos sobre os obstáculos enfrentados por profissionais envolvidos em eventos globais, mesmo quando oficialmente credenciados por entidades esportivas de alcance mundial.

Currículo de peso no futebol africano

Entre os jogos mais importantes de sua carreira está a final da Liga dos Campeões da África de 2025. Artan foi o responsável por conduzir a partida decisiva entre Pyramids FC, do Egito, e Mamelodi Sundowns, da África do Sul, disputada no Cairo e vencida pelos egípcios por 2 a 1.

O bom desempenho em competições continentais também lhe rendeu reconhecimento institucional. Pela regularidade e qualidade de suas atuações, ele foi eleito o melhor árbitro africano da temporada de 2025 pela Confederação Africana de Futebol, credencial que fortaleceu sua indicação para a Copa do Mundo e ampliou a repercussão do episódio envolvendo sua entrada nos Estados Unidos.