A violência contra crianças e adolescentes segue deixando marcas preocupantes em Piracicaba. Entre 1º de janeiro e 17 de maio de 2026, o município registrou 2.538 violações de direitos envolvendo esse público, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. O levantamento também contabilizou 394 denúncias e 240 protocolos de atendimento no período.
Os números reforçam o alerta durante o Maio Laranja, campanha nacional de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual infantil, e revelam um cenário de agressões que, em muitos casos, acontecem de forma silenciosa dentro do próprio círculo de convivência das vítimas.
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As ocorrências registradas envolvem diferentes formas de violência, como abuso sexual, agressões físicas, violência psicológica e negligência. Os dados mostram ainda que um mesmo caso pode reunir múltiplas violações de direitos, o que explica a diferença entre o número de denúncias e o total de registros de violência identificados.
Especialistas da área de proteção à infância avaliam que os números reforçam a necessidade de ampliar campanhas de conscientização e estimular denúncias. Segundo eles, a violência contra crianças e adolescentes muitas vezes acontece de forma silenciosa, dentro do ambiente familiar ou entre pessoas próximas, o que torna a participação da sociedade essencial para identificar sinais e interromper ciclos de abuso.
Casos suspeitos ou confirmados de violência podem ser denunciados por diferentes canais. O Disque 100 funciona gratuitamente, 24 horas por dia, com possibilidade de denúncia anônima. O Conselho Tutelar também pode ser acionado para acolhimento e acompanhamento das ocorrências.
Em situações emergenciais, a recomendação é procurar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou registrar o caso junto à Polícia Civil. Delegacias especializadas na proteção da criança e do adolescente também atuam no atendimento e investigação das denúncias.
A campanha Maio Laranja busca justamente ampliar o debate sobre o tema e incentivar a população a reconhecer sinais de violência, rompendo ciclos de abuso que ainda permanecem invisíveis em muitos lares.