16 de maio de 2026
REGIÃO DE PIRACICABA

Vigilância acha irregularidades em fábrica de cosméticos

Por Da redação/Pira1 |
| Tempo de leitura: 2 min
GCM Limeira
Equipes da GCM foram acionadas para a ocorrência.

  Uma fiscalização da Vigilância Sanitária revelou um cenário alarmante em empresas do setor de cosméticos e higiene pessoal em Limeira, na região de Piracicaba.

 Rótulos que deveriam ter sido destruídos desapareceram, itens continuaram sendo fabricados mesmo após interdição, e até um caminhão carregado com material inflamável irregular acabou descoberto.

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A operação aconteceu nesta quinta-feira (14) e atingiu empresas de um mesmo grupo industrial, já investigado desde 2021. Segundo a Vigilância Sanitária, uma das empresas havia sido interditada no fim de 2025, após exames apontarem a presença da bactéria Escherichia sp, na água usada na fabricação dos produtos.

Na época, a determinação foi clara: parar toda a produção, recolher os produtos vendidos e descartar matérias-primas e embalagens. Mas durante a nova vistoria, os fiscais perceberam que os materiais que deveriam estar guardados para descarte simplesmente desapareceram.

O responsável pela empresa alegou que tudo teria sido descartado, porém não apresentou nenhum documento que comprovasse a destruição dos produtos.

Em outra empresa do mesmo grupo, localizada no mesmo condomínio industrial, os agentes encontraram álcool em gel, sabonetes líquidos, odorizadores e body splash com datas de fabricação posteriores à interdição, o que pode indicar que a produção continuou funcionando de forma irregular.

Mas a situação ficou ainda mais grave do lado de fora do condomínio.

Os fiscais abordaram um caminhão estacionado em frente ao local e encontraram cerca de 1,5 tonelada de matéria-prima inflamável escondida entre móveis de escritório. Segundo a Vigilância Sanitária, o veículo não tinha autorização para transportar esse tipo de produto químico.

A nota fiscal apontava que a carga seria levada para outra empresa do mesmo grupo, que está com autorização suspensa pela Anvisa desde 2019 e sem alvará de funcionamento.

Diante das irregularidades, a Guarda Civil Municipal e o Pelotão Ambiental foram acionados. Representantes das empresas acabaram levados para a delegacia.