Um dos relógios mais exclusivos já produzidos pela Patek Philippe acaba de entrar para a história do mercado de luxo. O raro Ref. 2523 “South America”, conhecido pelo mostrador que retrata a América do Sul, foi vendido por cerca de R$ 50 milhões em um leilão internacional e se tornou a referência mais valiosa da coleção já negociada.
A peça foi arrematada por CHF 7,961 milhões, equivalente a US$ 10,2 milhões, após uma intensa disputa entre colecionadores. Com o resultado, o modelo passou a ocupar um lugar de destaque entre os relógios vintage mais caros já vendidos no mundo.
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Fabricado em ouro amarelo 18 quilates, o modelo reúne características que o transformaram em objeto de desejo entre colecionadores de alta relojoaria. Além da função de hora mundial e das duas coroas laterais, o grande destaque está no mostrador em esmalte cloisonné policromado, técnica artesanal que desenha um mapa detalhado da América do Sul no centro da peça.
Outro fator que elevou ainda mais o valor do relógio é sua extrema raridade. Existem apenas dois exemplares conhecidos do Ref. 2523 “South America”, tornando o item praticamente inalcançável até mesmo para grandes colecionadores.
O leilão também entrou para a história da relojoaria de luxo. Ao longo do fim de semana, os 225 itens vendidos arrecadaram cerca de US$ 96,3 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 473 milhões, no evento mais valioso já realizado no setor.
O desempenho reforça o interesse contínuo por peças históricas e exclusivas, mesmo em um cenário de desaceleração no mercado secundário de relógios esportivos de luxo. Além do modelo sul-americano da Patek Philippe, outras 13 peças ultrapassaram a marca de US$ 1 milhão em vendas.
Apesar do recorde da referência “South America”, o posto de relógio vintage mais caro já vendido em leilão ainda pertence ao Rolex Daytona “Paul Newman” Ref. 6239, negociado por US$ 17,75 milhões em 2017.