06 de maio de 2026
PREOCUPAÇÃO GLOBAL

Cruzeiro com surto de hantavírus é proibido de atracar; Entenda

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Foto ilustrativa
Cruzeiro com surto de hantavírus é impedido de atracar nas Ilhas Canárias após mortes a bordo.

A proibição de atracação nas Ilhas Canárias colocou o navio de cruzeiro MV Hondius no centro de uma crise sanitária internacional. A decisão das autoridades locais intensificou o impasse sobre o destino da embarcação, que registra casos de hantavírus entre passageiros e tripulantes, incluindo mortes associadas à doença.

Monitorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o episódio já soma oito casos identificados — três confirmados e cinco suspeitos — além de três óbitos, dos quais dois têm ligação direta com o vírus. Um dos passageiros também foi diagnosticado após deixar o navio e buscar atendimento médico na Europa, ampliando o alcance da investigação.

Atualmente ancorado em Cabo Verde, o cruzeiro passa por um protocolo rigoroso de contenção. Parte dos doentes está sendo retirada da embarcação, enquanto equipes médicas especializadas seguem para reforçar o atendimento a bordo. A operadora do navio ainda tenta viabilizar um novo destino, mas a entrada nas ilhas espanholas enfrenta resistência política.

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Impasse sanitário e risco controlado

A recusa das autoridades das Ilhas Canárias se baseia na falta de informações consideradas suficientes sobre a situação epidemiológica do navio. O caso provocou movimentações diplomáticas e acendeu alertas em órgãos de saúde, diante da possibilidade — ainda que rara — de transmissão entre pessoas em ambientes de contato próximo.

A OMS avalia que o contágio pode ter ocorrido entre passageiros que compartilhavam cabines, como casais, o que indicaria uma dinâmica incomum para o vírus. Ainda assim, o risco de disseminação em larga escala segue classificado como baixo.

Cerca de 149 pessoas permanecem a bordo sob monitoramento constante, com testagens em andamento para identificar novos casos e conter possíveis avanços da doença.

O vírus por trás do surto

O hantavírus é transmitido principalmente por roedores, com infecção humana associada à inalação de partículas contaminadas presentes em fezes, urina ou saliva desses animais. Em situações raras, pode haver transmissão por contato direto ou em condições muito específicas de proximidade.

A doença pode evoluir para quadros graves, como a Síndrome Pulmonar por Hantavírus, caracterizada por sintomas iniciais inespecíficos que podem rapidamente avançar para insuficiência respiratória. Nas Américas, a manifestação mais comum é a forma cardiopulmonar, que também apresenta alta taxa de letalidade.

O surto teve início após a partida do navio da Argentina, em 1º de abril. A primeira morte foi registrada dez dias depois, seguida por uma sequência de agravamentos clínicos, evacuações médicas e novos óbitos ao longo do trajeto.

No início de maio, a embarcação chegou a Cabo Verde, onde permanece ancorada enquanto autoridades e a operadora discutem os próximos passos. O caso segue sob vigilância internacional e ainda não há definição sobre quando e onde o cruzeiro poderá atracar com segurança.