O câncer de pênis, embora considerado raro, tem gerado impactos significativos no Brasil — especialmente quando diagnosticado tardiamente. Nos últimos cinco anos, cerca de 3 mil homens precisaram passar por amputações do órgão em decorrência da doença, um número que evidencia a gravidade dos casos que chegam aos serviços de saúde em estágios avançados.
Além das cirurgias, o país também registrou 2,3 mil mortes entre 2021 e 2025. A distribuição dos óbitos revela concentração na região Sudeste: São Paulo lidera com 390 mortes, seguido por Minas Gerais (178) e Rio de Janeiro (140). No Sul, o destaque é o Rio Grande do Sul, com 117 óbitos, enquanto no Centro-Oeste, Goiás contabiliza 99 mortes no mesmo período.
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O desenvolvimento do câncer de pênis costuma ser gradual e, muitas vezes, discreto nas fases iniciais. Entre os principais sinais de alerta estão lesões persistentes na região, feridas que não cicatrizam, alterações na pele, secreção com odor forte e, em estágios mais avançados, dor e sangramentos.
A doença ocorre com maior frequência em homens acima dos 50 anos e está associada, em parte dos casos, à infecção pelo HPV. Questões como higiene inadequada, presença de fimose e acesso limitado a serviços de saúde também influenciam diretamente no agravamento do quadro.
Quando identificado cedo, o tratamento pode preservar o órgão por meio de técnicas menos invasivas. No entanto, a demora na busca por atendimento médico faz com que muitos pacientes só descubram a doença em fases em que a amputação se torna inevitável.
A distribuição dos casos pelo país revela desigualdades regionais. A região Sudeste lidera em número absoluto de óbitos, com destaque para o estado de São Paulo, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Outras regiões também apresentam índices relevantes, como o Sul, onde o Rio Grande do Sul registra maior número de casos, e o Centro-Oeste, com destaque para Goiás. Os dados mostram que, embora fatores socioeconômicos influenciem, a doença não se restringe a áreas com menor infraestrutura.
A prevenção ainda é a principal aliada no combate ao câncer de pênis. A higiene íntima adequada é considerada uma das formas mais eficazes de evitar inflamações e o acúmulo de secreções que podem favorecer o surgimento da doença.
A vacinação contra o HPV também é uma estratégia importante, assim como o uso de preservativos nas relações sexuais. Em casos de fimose, a avaliação médica pode indicar a necessidade de circuncisão como medida preventiva.
Outro fator relevante é o abandono do tabagismo, que contribui para a redução dos riscos e melhora a saúde geral.
Diante desse cenário, especialistas reforçam que a atenção aos sinais do corpo e a busca por atendimento médico ao primeiro indício de alteração são essenciais para evitar complicações e aumentar as chances de tratamento eficaz.