Os motoristas brasileiros voltaram a sentir no bolso o aumento do preço dos combustíveis. Dados do levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que o valor médio da gasolina no país subiu pela segunda semana consecutiva, alcançando R$ 6,46 por litro no período entre 8 e 14 de março.
Na semana anterior, o combustível era vendido em média por R$ 6,30, enquanto no final de fevereiro o preço médio era de R$ 6,28, mostrando uma sequência recente de reajustes.
O levantamento também identificou casos extremos: o litro chegou a custar R$ 9,29 em um posto no estado de São Paulo, um dos valores mais altos registrados no país.
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A recente valorização do petróleo no mercado internacional é apontada como um dos principais fatores para a alta. A cotação do barril subiu significativamente após o agravamento das tensões militares envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel, elevando os custos da cadeia de combustíveis.
Com a expectativa de prolongamento do conflito e possíveis impactos na oferta global, o mercado reage com reajustes que acabam refletindo também nas bombas brasileiras.
Os valores da gasolina variam de acordo com a região do país. No Norte, por exemplo, os preços seguem entre os mais altos, com média superior a R$ 7 por litro em diversos estados.
No Nordeste, alguns dos maiores valores médios foram observados em:
Já no Sudeste, as médias ficaram próximas de R$ 6,28 em Minas Gerais e R$ 6,31 no Rio de Janeiro, enquanto no Rio Grande do Sul o preço médio chegou a R$ 6,35.
O diesel seguiu a mesma tendência de aumento. Depois de registrar médias nacionais de R$ 6,03 e R$ 6,08 no final de fevereiro e início de março, o combustível passou para cerca de R$ 6,80 na última semana, segundo dados da ANP.
Em alguns estados, os valores médios ficaram próximos de:
A alta preocupa setores como transporte e logística, que dependem diretamente do diesel para operação.
Embora os preços variem entre postos, os motoristas de Piracicaba já convivem com valores acima de R$ 6 por litro em períodos recentes, com diferenças de até R$ 0,86 entre estabelecimentos, segundo levantamentos baseados em pesquisas da ANP.
A variação reforça a importância de comparar preços antes de abastecer, prática que pode gerar economia significativa ao longo do mês.
Diante da escalada nos preços, o Procon-SP informou que acompanha o comportamento do mercado. Caso o consumidor identifique valores considerados abusivos e não consiga resolver a situação diretamente com o posto, é possível registrar denúncia junto ao órgão.
Para facilitar a análise, o Procon recomenda enviar registros como fotos, vídeos ou notas fiscais, que possam comprovar a prática questionada.