O preço do petróleo ultrapassou US$ 100 por barril em meio à escalada da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, provocando forte queda nas bolsas globais.
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O Brent, referência internacional, chegou a superar US$ 119 no domingo, acumulando alta superior a 30% e atingindo o maior nível desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. Após notícia de que o G7 discutiria a liberação de reservas estratégicas em coordenação com a Agência Internacional de Energia, o valor recuou para cerca de US$ 110.
Desde o início dos ataques conjuntos de EUA e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, o petróleo acumula valorização de cerca de 50%. O Irã interrompeu efetivamente o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente um quinto da oferta mundial da commodity. Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait reduziram a produção diante do bloqueio da rota.
Instalações de energia no Golfo também foram alvo de ataques, e Israel atingiu pela primeira vez infraestruturas petrolíferas iranianas, incluindo depósitos e centros de transferência em Teerã e na província de Alborz. A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou ampliar ofensivas contra instalações energéticas na região e alertou que o barril pode chegar a US$ 200.
Os mercados reagiram com perdas expressivas. No Japão, o índice Nikkei 225 fechou em queda superior a 5%. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 6%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,35%. Na Europa, FTSE 100 e DAX abriram com baixas de cerca de 2% e 3%, respectivamente. Futuros do S&P 500 e do Nasdaq também operaram no vermelho.
O Fundo Monetário Internacional estima que cada alta sustentada de 10% no petróleo eleva a inflação global em 0,4 ponto percentual e reduz o crescimento econômico em 0,15 ponto.
Com informações da Al Jazeera.