As despesas do governo Lula com diárias, passagens e locomoção somaram R$ 3,88 bilhões em 2025. O valor representa aumento real de 3,7% em relação a 2024, quando os gastos alcançaram R$ 3,74 bilhões, já descontada a inflação.
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Do total registrado em 2025, R$ 1,63 bilhão foi destinado a passagens e locomoção, montante 9% superior ao do ano anterior. As despesas com diárias atingiram R$ 2,25 bilhões, com variação real de 0,2% no mesmo período.
Os dados indicam que o volume de gastos com viagens no atual governo Lula alcançou o maior patamar real desde 2014. Naquele ano, as despesas com diárias e passagens chegaram a R$ 4,52 bilhões, durante a gestão da então presidente Dilma Rousseff (PT).
O crescimento das despesas ocorre em um contexto de ampliação da estrutura administrativa federal. No início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2023, o número de ministérios passou de 23 para 38, o que impacta os custos com deslocamentos de servidores e autoridades.
Considerando o conjunto das despesas da administração pública federal, os gastos totalizaram R$ 72,7 bilhões em 2025. O valor representa alta real de 11,6% em comparação com 2024, quando o montante foi de R$ 65,2 bilhões. Esse é o maior nível desde 2016, ano em que as despesas alcançaram R$ 77,7 bilhões. Os gastos com diárias e passagens estão incluídos nesse total.
Entre 2023 e 2025, as despesas da União com viagens somaram R$ 11,24 bilhões. O valor supera o registrado ao longo dos quatro anos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que totalizou R$ 8,32 bilhões.
Durante a gestão anterior, os menores valores foram observados em 2020 e 2021, com gastos de R$ 1,26 bilhão e R$ 1,43 bilhão, respectivamente. A redução está associada às restrições de deslocamento impostas durante a pandemia de covid-19. Em 2022, último ano daquele governo, as despesas com diárias e passagens subiram para R$ 2,81 bilhões, quase o dobro do registrado no ano anterior.