Viajar pelos países do Mercosul ficou mais simples, e mais barato, para quem depende do celular no dia a dia. Já está em vigor o acordo que elimina a cobrança de roaming internacional para usuários brasileiros em nações do bloco, permitindo o uso normal do plano de telefonia móvel fora do país, sem tarifas adicionais.
Com a mudança, não é mais necessário comprar chip local ou contratar pacotes extras para acessar a internet, fazer ligações ou enviar mensagens de texto em destinos como Argentina, Uruguai e Paraguai. O benefício vale para os serviços incluídos no plano contratado no Brasil, respeitando os limites de dados, minutos e SMS já previstos.
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A principal diferença é sentida no bolso. Antes, o uso do celular fora do país costumava gerar custos elevados ou exigia alternativas temporárias. Agora, a experiência passa a ser semelhante à de uma viagem dentro do território nacional, o que facilita desde a comunicação básica até o uso de aplicativos de transporte, mapas e serviços bancários.
Além de favorecer turistas, a medida também impacta profissionais que circulam com frequência entre os países do bloco, ampliando a mobilidade e reduzindo barreiras digitais no Mercosul. Ao reduzir gastos com telefonia, o acordo também libera recursos financeiros para que viajantes possam investir mais em experiências locais, como hospedagem, alimentação e lazer, fortalecendo a economia dos países envolvidos.
O fim do roaming faz parte de um esforço mais amplo de integração entre os países sul-americanos, com foco na conectividade e no fortalecimento das relações econômicas e sociais. A proposta é estimular o turismo, o comércio e o intercâmbio cultural, garantindo que a comunicação não seja um obstáculo durante deslocamentos internacionais.
A discussão sobre integração ganhou ainda mais visibilidade recentemente, quando Assunção, no Paraguai, esteve no centro das atenções internacionais durante a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, no último dia 17. A expectativa é que iniciativas como o fim do roaming possam, no futuro, inspirar acordos semelhantes com outros blocos econômicos.