21 de janeiro de 2026
APOSENTADORIA 2026

Aposentadoria em 2026 fica mais difícil: VEJA o que mudou

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução

O calendário virou, e 2026 trouxe mais um capítulo das mudanças graduais impostas pela reforma da Previdência. Para milhões de brasileiros que já contribuíam com o INSS antes de novembro de 2019, as regras de transição avançam mais um degrau, tornando o acesso à aposentadoria mais exigente.

As alterações seguem o cronograma definido pela reforma e impactam principalmente idade mínima e pontuação, exigindo atenção redobrada de quem está próximo de pedir o benefício. Entender qual regra é mais vantajosa pode fazer diferença tanto no momento da concessão quanto no valor recebido.

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Regra geral continua valendo

Mesmo com as transições, a chamada regra definitiva permanece como referência. Nela, mulheres precisam atingir 62 anos de idade, com mínimo de 15 anos de contribuição. Já os homens devem comprovar 65 anos e 20 anos de recolhimento ao INSS.

Quem começou a contribuir antes da reforma, no entanto, pode optar por modelos intermediários — desde que cumpra os requisitos atualizados para 2026.

O que mudou nas transições em 2026

Neste ano, os critérios ficaram mais rigorosos em diferentes modalidades. A principal mudança é o avanço da idade mínima e da pontuação exigida, seguindo o aumento progressivo previsto em lei.

Esses ajustes se repetirão anualmente até o fim do período de transição, previsto para 2031.

Caminhos possíveis para se aposentar

As regras de transição foram criadas para suavizar a passagem entre o sistema antigo e o atual. Cada uma atende a um perfil específico de trabalhador:

1. Idade mínima com tempo de contribuição

Exige contribuição longa (30 ou 35 anos) e idade mínima que cresce seis meses por ano. É uma das opções mais usadas por quem já tem histórico extenso de recolhimentos.

2. Aposentadoria por idade

Mantém os 65 anos para homens e 62 para mulheres, com 15 anos de contribuição. É considerada a alternativa mais simples, embora nem sempre a mais vantajosa financeiramente.

3. Pedágio de 50%

Voltada a quem estava muito perto de se aposentar em 2019. O trabalhador precisa cumprir metade do tempo que faltava à época da reforma, respeitando idade mínima de 57 anos (mulheres) e 60 anos (homens).

4. Pedágio de 100%

Aqui, o contribuinte deve trabalhar exatamente o tempo que faltava para completar os requisitos antigos. Em compensação, essa regra costuma gerar benefícios com valor mais elevado.

5. Regra dos pontos

Baseada na soma entre idade e contribuição, que aumenta ano a ano. Em 2026, o patamar ficou mais alto, reduzindo o número de pessoas aptas imediatamente.

Como saber quando você pode se aposentar

O INSS disponibiliza um simulador online que calcula o tempo restante para a aposentadoria em cada regra disponível. A ferramenta utiliza os dados do próprio cadastro previdenciário e permite ajustes manuais.

O acesso é feito pelo Meu INSS, sem necessidade de comparecer a uma agência. O resultado serve apenas como referência, mas ajuda o trabalhador a planejar melhor os próximos passos.

Com regras cada vez mais duras, especialistas recomendam comparar todas as opções antes de fazer o pedido e, se possível, buscar orientação previdenciária para evitar prejuízos.