Uma megaoperação da Polícia Civil, investigada pela Divisão Especializada em Investigação Criminais de Piracicaba (DEIC), sacudiu o interior e a capital de São Paulo na manhã desta terça-feira (13) e colocou abaixo um esquema milionário que vinha funcionando à sombra da lei por décadas. O alvo foi uma organização criminosa acusada de girar quase R$ 100 milhões com jogos de azar clandestinos, dinheiro que era lavado com frieza enquanto a banca sempre “ganhava”.
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De madrugada, viaturas tomaram ruas de Ribeirão Preto, Santa Rosa de Viterbo, São João da Boa Vista e da capital paulista. Mandados foram cumpridos, portas abertas e o luxo chamou atenção: carros importados, eletrônicos, máquinas de aposta e dinheiro vivo foram parar nas mãos da polícia.
Segundo os investigadores, o esquema era antigo, bem montado e funcionava como uma verdadeira indústria do crime. Os jogos ilegais serviam apenas de fachada para esquentar rios de dinheiro sujo, que circulavam livremente entre cidades de São Paulo e Minas Gerais.
A ação, batizada de “Quebrando a Banca”, mirou o chefão da quadrilha e pelo menos outros sete envolvidos, incluindo empresas usadas para receber transferências e esconder a origem criminosa do dinheiro. Tudo muito bem planejado — até a polícia bater à porta.
Durante a investigação conduzida pela Deic de Piracicaba, os passos do grupo foram acompanhado por vários meses. Agora, os suspeitos devem responder por lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de jogos de azar.