Com a virada para 2026, milhões de trabalhadores brasileiros que contam os meses para se aposentar precisam recalcular os planos. As regras de transição da reforma da Previdência seguem avançando conforme o cronograma aprovado em 2019 e tornam o acesso ao benefício mais exigente no próximo ano — especialmente para quem já estava no mercado de trabalho antes das mudanças.
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Embora as regras permanentes do INSS continuem válidas, as normas intermediárias passam por ajustes automáticos, elevando idade mínima e pontuação exigida. O resultado é um cenário que exige atenção redobrada e planejamento previdenciário.
A legislação mantém a chamada regra definitiva da aposentadoria:
Esses critérios, no entanto, não se aplicam automaticamente a quem já contribuía antes de novembro de 2019. Nesse caso, entram em cena as regras de transição, que mudam ano a ano até 2031.
O avanço do calendário da reforma impacta principalmente duas modalidades: a idade mínima progressiva e a regra dos pontos.
Idade mínima progressiva
Em 2026, a exigência aumenta em seis meses em relação a 2025:
O tempo mínimo de contribuição permanece elevado:
Sistema de pontos
A soma da idade com o tempo de contribuição também sobe:
Essa regra costuma atrair quem começou a trabalhar mais cedo e acumulou longos períodos de contribuição.
A reforma criou diferentes caminhos para suavizar a mudança entre o modelo antigo e o atual. O segurado pode escolher a opção mais vantajosa, desde que cumpra todos os requisitos.
Os profissionais do magistério enquadrados nas regras de transição também enfrentam aumento da idade mínima:
O tempo mínimo em sala de aula permanece:
O INSS oferece uma ferramenta online que ajuda o segurado a entender quanto tempo ainda falta e quais regras estão ao alcance.
Como acessar a simulação:
Apesar de não garantir o benefício, a simulação é uma aliada importante no planejamento previdenciário e na escolha da regra mais vantajosa.